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Moçambique sela acordo diplomático com Chade e Mongólia

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No último sábado (20 de setembro) o Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, recebeu representantes do Chade e da Mongólia para selar um Acordo Diplomático com as duas nações[1]. É a primeira vez que os dois países estabelecem missões diplomáticas dentro do território moçambicano, sinalizando um interesse em aprofundar as relações com este país africano[1].

Um dos principais objetivos das missões estabelecidas é aumentar as relações comerciais entre os países. Segundo o Presidente moçambicano, no que diz respeito às futuras relações diplomáticas com o Chade, espera-se que haja o intercâmbio de conhecimento técnico na exploração de recursos naturais, um aumento do investimento estrangeiro entre ambos e aumento do comércio de mercadorias e serviços[1].

Guebuza afirmou: “A presença daqueles países [Chade e Mongólia] entre nós contribuirá para aprofundar cada vez mais as nossas relações políticas e diplomáticas e para a cooperação econômica, sobretudo em áreas como agricultura, pecuária, recursos minerais e energéticos, assim como noutras[1].

O início das relações diplomáticas entre Chade e Moçambique é mais uma etapa de um processo crescente nos últimos anos entre as nações africanas: a busca de parceiros comerciais alternativos[2]. Isto ocorre em tendo em vista dois objetivos: o primeiro, aprofundar os laços comerciais entre as próprias nações africanas, com o intuito de usufruir do crescimento econômico que elas vivenciam e reduzir a dependência comercial estabelecida com nações desenvolvidas, como os Estados Unidos e a União Europeia[2]; segundo, é aumentar o fluxo de investimento estrangeiro direto à África, uma vez que o montante total de capital externo ainda é muito pequeno se comparável aquele auferido por outras regiões, como a América Latina e o Sudeste Asiático[3].

No que diz respeito à economia das duas nações africanas presentes no encontro, Chade e Moçambique representam importantes centros de exploração de recursos naturais: Chade está entre os dez principais exportadores de petróleo na África[4] e Moçambique é um dos países mais abundantes em minérios de ferro e carvão[2]. Dessa forma, os expressivos excedentes econômicos auferidos com a exploração destes recursos poderão servir como impulso ao comércio internacional entre as duas nações nos próximos anos.

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Imagem (FonteAtlanta blackstar):

http://atlantablackstar.com/2012/05/18/world-trade-organization-director-general-optimistic-over-africas-trade-prospects/

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Fontes consultadas:

[1] VerJornal de Notícias”:

http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/main/23428-cooperar-para-o-desenvolvimento

[2] VerCEIRI Newspaper”:

http://jornal.ceiri.com.br/africa-em-ascensao-levanta-os-desafios-de-uma-politica-economica-baseada-em-recursos-naturais/

[3] VerErnest & Young”:

http://www.ey.com/Publication/vwLUAssets/EY-attractiveness-africa-2014/$FILE/EY-attractiveness-africa-2014.pdf

[4] VerEnergy Information Administration”:

http://www.eia.gov/country/country-data.cfm?fips=CD

Pedro Frizo - Colaborador Voluntário

Economista pela ESALQ-USP, é atualmente mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós- Graduação do IFCH-UFRGS. Foi pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM). Atualmente desenvolve pesquisas na área de Sociologia Econômica, Economia Política e Sociologia do Desenvolvimento. Escreve no CEIRI Newspaper sobre economia e política africana, como foco em Angola, Etiópia e Moçambique

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