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Em meio à polêmica saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre a ação climática, fenômenos naturais mais intensos começam a preocupar especialistas ao redor do mundo. No México não está sendo diferente. Em uma entrevista publicada neste domingo (dia 11 de junho) pelo jornal mexicano Notimex, o coordenador nacional de Proteção Civil da Secretaria de Governança, Luis Felipe Puentes, declarou que o México está começando a sentir os efeitos da mudança climática através da presença de fenômenos hidrometeorológicos em regiões onde nunca ocorreram.

Foto tirada de satélite do Furação Manuel

Formação de tornados nos Estados de Puebla (centro) e Coahuila (norte), fortes chuvas de granizo em Chihuahua (norte) e graves secas nos Estados de Guerrero e Oaxaca (sul), são eventos climáticos que não se desenvolviam, e agora trazem prejuízos a diversas cidades e municípios. Diante desse novo cenário, Puentes salientou a importância da participação dos governos estaduais e municipais, além dos meios de comunicação e da sociedade civil no fomento à prevenção e monitoramento de tais fenômenos para minimizar os riscos e consequências.

Fora os eventos hidrometeorológicos, é interessante destacar que o México está localizado sobre o limite de duas placas tectónicas (Placa de Cocos e a Placa Norte-americana) que entram em atrito constantemente, provocando sucessivos abalos sísmicos. A grande exposição aos tremores fez com que o país se modernizasse e se prevenisse dos abalos após o fatídico terremoto de 19 de setembro de 1985, que arrasou a capital mexicana, deixando 20 mil mortos, mostrando o quanto a sociedade estava vulnerável e necessitava tomar medidas mais eficientes. Atualmente o México conta com um dos aparatos tecnológicos mais sofisticados do mundo para à prevenção de desastres sísmicos.

Ilustração da fricção de placas tectônicas que ocasionam terremotos no México

Mas não é apenas o México que se preocupa com os diversos desastres naturais que vem ocorrendo. Recentemente, durante os dias 22 e 26 de maio, em Cancun, foi realizado o quinto fórum internacional da Plataforma Global para a Redução do Risco de Desastres, que contou com presença de 4.000 participantes e delegações de mais de 180 países.

Considerado o principal evento internacional para desenvolver atividades estratégicas e parcerias no processo de implementação de instrumentos internacionais sobre redução dos riscos de desastres, a Plataforma busca, sobretudo, concretizar as metas do Quadro de Ações de Sendai (Sendai Framework, em inglês). Dentre as metas estipuladas até o ano de 2030 pelo Quadro estão: reduzir substancialmente as mortes e o número de pessoas afetadas por desastres; reduzir a perda econômica e os danos às infraestruturas de serviços básicos; aumentar a governança global e intensificar a cooperação entre países sobre a temática.

Além disso, o fórum também buscou reafirmar o compromisso e garantir a coerência das ações globais dos textos do Quadro de Ações de Sendai, do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas e outros elementos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A 6° edição da Plataforma Global será em Genebra, Suíça, em 2019, para avaliar o progresso realizado na implementação do Quadro de Ações de Sendai.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Destruição deixada pelo Furação Manuel na praia de Acapulco, México” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Hurricane_Manuel

Imagem 2Foto tirada de satélite do Furação Manuel” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Hurricane_Manuel

Imagem 3Ilustração da fricção de placas tectônicas que ocasionam terremotos no México” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Placa_de_Cocos

Tainan Henrique Siqueira - Colaborador Voluntário

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.

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