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[:pt]Mudança no clima afeta a produção de alimentos nos países latino-americanos e caribenhos[:]

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Durante a reunião da CELAC, realizada no início do mês (agosto de 2016), na cidade de Santiago de Los Caballeros, República Dominicana, foi apresentado um relatório contendo estudo que destacou como a mudança climática afetará o rendimento dos cultivos da agricultura, terá impacto nas economias locais e comprometerá a segurança alimentar no Nordeste do Brasil, em parte da região andina e na América Central.

Esta análise foi elaborada pela Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO), Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), além da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI).

Essas três agências, ao se reunirem para pesquisar o tema, chegaram a conclusão de que é mister o auxílio aos países da América Latina e do Caribe, no sentido de dar-lhes instrumentos para fomentar a gestão das mudanças climáticas no plano referente à segurança alimentar, nutrição e erradicação da fome da CELAC 2025.

Ocorre que países latino-americanos, notadamente o Brasil, são dependentes economicamente da agricultura, que é a atividade mais afetada por impactos no clima. Vale ressaltar que, como a região que compreende os países latino-americanos é muito extensa, alguns deles serão mais afetados que outros em relação à mudança climática, sobretudo no que tange aos setores agrícolas. Bolívia, Equador, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Paraguai serão os que mais sofrerão os impactos na área da agricultura. Entretanto, verifica-se que estes países já enfrentam desafios relevantes no tocante à segurança alimentar.

Alguns passos já foram dados em relação à adaptação desses países às alterações do clima, principalmente no setor agropecuário, mas vale observar que o caminho ainda é longo. Será necessário investir vultosos recursos no setor citado, pois apenas em termos de recursos financeiros, sem levar em conta as mudanças necessárias de política, será necessário algo em torno de 0,02% do PIB regional anuais, só para se ter uma ideia.

Entretanto, constata-se um paradoxo na região latino-americana e caribenha. Ela emite um nível bem abaixo da média, em comparação com outras regiões continentais, no que tange a emissão dos gases do efeito estufa, que é um dos principais fatores das transformações climáticas, mas é uma região bastante desprotegida em relação aos efeitos negativos desses mesmos gases.

A provável solução no intuito de minimizar esses efeitos é a premente transição para a prática de agricultura sustentável, tanto em relação ao meio ambiente como às conjunturas econômica e social, de acordo com o site Canal Sustentável.

Por fim, as três agências autoras do estudo apresentado apontam, por exemplo, que a erradicação da fome na América Latina e no Caribe ainda requer uma mudança de paradigma do modelo posto. Para isso, é urgente que padrões sustentáveis sejam lançados com o objetivo de proteger os recursos naturais, gerando desenvolvimento para que este possam adaptar-se as mudanças climáticas, abrandando seus efeitos.

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ImagemProjeção do aquecimento global até meados do século XXI” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global

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Jamile Calheiros - Colaboradora Voluntária

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.

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