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Mundo fica indeciso sobre o que fazer em relação ao Irã e a tensão aumenta

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As potências coordenadoras do “Sistema Internacional” continuam indecisas acerca da ação necessária para impedir a continuidade do “Programa Nuclear do Irã”. Líderes da “União Européia” estão divergindo sobre a melhor atitude e, principalmente, temem os efeitos devastadores de um ataque militar, devido aos desdobramentos regionais e para o “Sistema Internacional”. No momento, estão descartando a opção bélica, mas ela não sai do cenário de possibilidades.

 

O ministro das “Relações Exteriores” britânico, William Hague, afirmou em Bruxelas, antes da reunião dos ministros das “Relações Exteriores” dos Estados da UE que “Não consideramos esta opção no momento, não pedimos uma ação militar nem a estimulamos. Ao mesmo tempo, acreditamos que todas as opções devem permanecer sobre a mesa”*.

Catherine Ashton, chefe da diplomacia da “União Européia” (UE), afirmou em relação a pretensão iraniana: “é totalmente inaceitável”*, sendo sua posição complementada pelos seus homólogos francês, Alain Juppé, e holandês, Uri Rosenthal, que, respectivamente, afirmaram ser necessário adotar “uma posição com grande firmeza”* e não deixar excluída  “nenhuma opção”*.

O representante alemão, Guido Westerwelle, no entanto, discorda dos pares e descarta discutir a atitude militar por ser contraproducente, mas não afasta a possibilidade de adotar sanções rígidas: “Não participamos em discussão sobre uma intervenção militar. Nós acreditamos que estas discussões são contraproducentes e as rejeitamos”* complementando que a aplicação de sanções severas é  “inevitável”*.

O governo iraniano já afirmou que não renunciará ao seu Programa, nem recuará no processo conseguido, deixando claro que irá para o confronto se necessário. Neste momento, está adotando a postura abrir a  possibilidade de disseminação da tecnologia para os países vizinho, propondo à Turquia a transferência tecnológica para a construção de uma “Usina Nuclear”, como forma de criar uma rede de apoio à manutenção de sua política, que neste caso, acabaria sendo encoberta pela cooperação tecnológica no setor entre vários países regionais, certamente com apoio da Rússia que não pretende perder seu espaço na região.

Analistas estão pessimistas com a situação e acreditam que as peças estão sendo distribuídas de forma a forçar o confronto armado, sendo um jogo de paciência e tensão , no qual, o suposto derrotado imediato será aquele que der início ao embate militar, mas que em realidade terá como derrotado todo o “Sistema Internacional”, pela crise política e econômica que se seguirá a Possível guerra generalizada.

Ações como as explosão de bombas que vitimaram iranianos começa a ser vista como Ações táticas, embora tanto o Irã como os demais países estejam negando correlação entre elas, ou mesmo que tenham sido atentados. De qualquer forma, são elementos complementares no processo que se iniciou e não parece poder ser encerrado, exceto pelo seu auto-esgotamento, no caso, a desistência de uma das partes, ou a guerra.

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* Fonte:

http://www.opovo.com.br/app/opovo/mundo/2011/11/15/noticamundojornal,2335080/europeus-divergem-sobre-como-enfrentar-programa-nuclear.shtml

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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