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As relações econômicas entre a “República da China” (TaiwanROC, sigla em inglês) e a “República Popular da China” (“China Continental” – RPC) vem passando por um momento positivo graças às trocas comerciais entre os dois Estados e tais relações podem passar para o campo diplomático.

 

Neste primeiro semestre de 2012 será realizada uma reunião de alto nível com representantes de Beijing e de Taipei  para discutir temas de interesse mútuo. Até o momento, o que está programado será o principalmente o debate de mecanismos para a proteção de investimentos e cooperação aduaneira,  embora também sejam tratados outros temas ligados ao comércio.

Apesar de haver uma pré-definição do que será discutido nesta futura reunião, o principal negociador da China para Taiwan, Chen Yunlin, disse que deseja discutir a criação de um Órgão diplomático para melhorar os diálogos. Segundo sua declaração, a ideia seria a formalização ou uma integração dos atuais Órgãos responsáveis pelo diálogo entre ambas as partes.

Na China, a “Associação para as Relações Através do Estreito de Taiwan” (ARATS), e, em Formosa, a “Fundação de Intercâmbio do Estreito de Taiwan” (SEF – sigla em inglês), são as responsáveis por todo o trabalho de diálogo entre o continente e a ilha.

Chen deseja que ambos abram escritórios formais nas capitais de seus países, criando um laço diplomático formal, porém, o vice-ministro do “Conselho de Assuntos para o Continente” (China), Liu Te-shun, rejeitou conversar sobre tal ideia ainda neste primeiro semestre.

A ARATS e a SEF são responsáveis pela emissão de vistos nos dois lados. Embora elas sejam órgãos de seus respectivos Governos, não existe uma relação formal que ligue uma organização a outra, mantendo os contatos entre os dois governos de maneira informal, sem uma entidade reconhecida pelos dois países.

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Fontes:

Ver:

http://english.rti.org.tw/newsinfo.aspx?tid=E5EF7CDA5A04D54D

VerRIT

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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