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[:pt]Negociações entre EUA e Rússia sobre cessar-fogo na Síria não tiveram resultados[:]

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No mês passado, dia 22 de agosto, o CEIRI NEWSPAPER publicou uma nota referente à possibilidade de a Rússia e os Estados Unidos (EUA) finalmente entrarem em um acordo militar para pôr fim à Guerra Civil na Síria. Apesar de o Governo norte-americano não confirmar tais declarações feitas pelo Ministro da Defesa, Serguei Shoigu, o posicionamento estadunidense, apresentado por meio da Porta-Voz do Estado americano, Elizabeth Trudeau, foram de que ambos os países estão empenhados para encontrar uma solução. No entanto, não foi o que pareceu no último dia 5 de setembro, segunda-feira passada.

Naquele dia, os EUA e a Rússia estavam na Reunião de Cúpula do G20, ocorrida nos dias 4 e 5 de setembro, na cidade de Hangzhou, na China, juntamente com seus líderes econômicos. Os Estadistas dos dois países aproveitaram o encontro para conversar sobre o cessar-fogo na Síria e sobre a facilitação do acesso humanitário para os civis, vítimas do conflito, que estão enfrentando a fome e a desidratação por falta de água, além do terror da guerra, bem como a falta de energia, problemas ocasionados pelos confrontos das forças pró e contra o Governo de Bashar al-Assad, que interrompeu os fornecimentos mais básicos para mais de 2 milhões de pessoas da cidade chave do conflito, Aleppo.

No entanto, a conversa entre os representantes dos dois países, o Secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, durante os dois dias de reunião do G20, terminou sem um acordo. A confirmação veio de um oficial sênior do Departamento de Estado dos EUA, segundo noticiado na mídia. Esta não foi a primeira vez em que os países deixaram passar a oportunidade de um acerto para buscar o fim do conflito sírio. O mais recente foi em Genebra, no dia 26 de agosto, quando Kerry afirmou não poder aceitar um ajuste que corria o risco de fracassar em seguida. O Secretário de Estado americano pode ter dado tal declaração devido ao Acordo feito em fevereiro deste ano (2016), em Washington, que também fracassou, e, segundo o Governo dos EUA, isso se deu pelo fato de o presidente Bashar al-Assad violar o que foi ponderado.

Durante os dois dias de reunião, Kerry afirmou à imprensa que ocorreram progressos, porém havia ainda algumas questões complexas para serem tratadas, e que talvez estas poderiam estimular um pacto sobre o cessar fogo na Síria. Não se sabe quais questões são, contudo, enquanto nenhuma das partes confirma quais empecilhos atrasam um ajuste, o Departamento de Estado americano declarou, recentemente, que só apoiará o que for acertado com o cessar-fogo entre o Governo de Bashar al-Assad e os rebeldes, em alguns pontos do país, e por um tempo limitado.

Por fim, em uma coletiva de imprensa em Hangzhou, na China, durante a estadia para a reunião do G20, Barack Obama se mostrou cauteloso e “cético” diante da possibilidade de um acordo com a Rússia. Segundo o Presidente norte-americano, os EUA ainda possuem “profundas diferenças com os russos, tanto nas partes que apoiam, como no processo necessário para levar a paz à Síria”.

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Imagem (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Secretary_Kerry_and_Foreign_Minister_Lavrov_in_Geneva,_September_2013.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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