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Negociações entre MERCOSUL e União Europeia

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A próxima reunião de cúpula para o “Tratado de Livre Comércio” entre “União Europeia” e o MERCOSUL deverá ocorrer no dia 24 de fevereiro, em Bruxelas. O “Palácio do Planalto” confirmou, na última sexta-feira, dia 14 de fevereiro, a participação da presidente Dilma Rousseff, eliminando especulações anteriores de que o encontro seria cancelado.A liberação do livre comércio entre os Blocos é uma oportunidade ímpar para os empresários dos dois lados apresentarem suas prioridades para facilitar investimentos e melhorar as relações, afirma Eleonora Catella, conselheira da “Business Europe[1]. A expectativa é de que a reunião permita avanços no acordo comercial que está sendo negociado há anos. 

Atualmente, segundo levantamento do “Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais” (Ícone), são 298 os “Acordos Preferenciais de Comércio” no mundo, sendo que 241 são intra-regionais (82 na Europa, 59 nas Américas, 51 na Ásia-Pacífico e 22 na África). Os demais são 61 acordos recíprocos inter-regionais e 23 não-recíprocos. Portanto, é inevitável a marcha em direção ao regionalismo e ao bilateralismo[3] e deve-se ressaltar que a “Zona de Livre Comércio” entre a “União Europeia” e o MERCOSUL abarcaria mais de 30 países com cerca de 720 milhões de habitantes.

Pensando o caso do Brasil, a política de defesa industrial, aliada ao temor do enfraquecimento da indústria nacional aos concorrentes externos deu lugar à preocupação diante do relativo isolamento comercial em que o país está atualmente. No entanto, a porcentagem do comércio internacional em relação ao PIB no Brasil, hoje, é a mais baixa entre os países do MERCOSUL. A diferença entre Brasil e Argentina neste ponto é que o Brasil, após colocar os números na balança, parece ter concluído que o protecionismo não vale mais a pena[2].

A principal dificuldade dos Blocos está na negociação na área de produtos agrícolas. Observadores esperam que  a finalização do “Tratado de Livre Comércio” com a “União Europeia” traga benefícios para as economias do “Bloco Econômico”.

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Imagem (Fonte):

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140214_cupula_brasil_ue_mb_cc.shtml

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140214_cupula_brasil_ue_mb_cc.shtml

[2] Ver:

http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20131220-apos-13-anos-mercosul-e-uniao-europeia-se-preparam-para-negociar-acordo

[3] Ver:

http://desafios.ipea.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1501:catid=28&Itemid=23

Eloisa Maieski Antunes - Colaboradora Voluntária

Mestre em Engenharia Urbana e Doutoranda em Geografia Econômica pela Universidade Federal do Paraná. Trabalha com redes de empresas transnacionais e fluxos econômicos na América do Sul e na faixa de fronteira brasileira. Tem experiência em Comércio Internacional e coordena o grupo de pesquisa EXPOFER - Estudos Avançados de Comércio Exterior e Infraestrutura Logística do Mercosul. Tem trabalhos publicados em Relações Internacionais e Geografia Econômica. Atualmente é pesquisadora convidada da Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne em Paris. No CEIRI NEWSPAPER atua na área de Política Internacional, Integração Sulamericana e Negócios Internacionais.

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