LOADING

Type to search

Analistas afirmam que comércio entre Brasil e Venezuela está em queda apesar do superávit apresentado

Share

Analistas em economia tem afirmado que as relações comerciais entre Brasil e Venezuela tem decaído, apesar de o superávit comercial brasileiro ter chegado a casa de 1,8 bilhão de dólares. As declarações mais contundentes São de que há um conteúdo ilusório no comércio entre os dois países.

O argumento apresentado é de que o comércio começa a definhar, pois a política de Hugo Chávez, Presidente venezuelano, está direcionada a controlar as importações de produtos com maior valor agregado, adotando uma estratégia de substituição das importações por meio da produção domestica, realizada em algumas empresas estatais, mesmo que sejam produtos de nível inferior ao que importavam.

De acordo com estes observadores, tem crescido apenas a importação de primeira necessidade, o que explica o superávit. São, especialmente, produtos da cesta básica de alimentos, que Chávez tem priorizado como estratégia para combater a inflação no país e não para resolver a crise dos desabastecimento, provocada pelo confronto entre o Estado e os investidores privados.

Um exemplo que tem sido citado é a importação de celulares. Havia ligação direta entre a Venezuela e “Zona Franca de Manaus” (Brasil) que gerava um forncimento constante ao pais vizinho. Hoje, no primeiro semestre de 2010, a exportação de celulares para os venezuelanos está na casa dos 18 bilhões de dólares, algo anunciado como triunfo, mas que representa uma queda de 80%, pois, no mesmo Período do ano passado, a exportação chegou à casa dos 90 bilhões de dólares.

Analisas começam a prever que a tendência é de maior queda devido a situação política em que se encontra o país e às necessidades do atual governo venezuelano, que tem adotado política de controle de câmbio, dificultando ainda mais o planejamento estratégico das empresas brasileiras.

Tags:
Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!