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Japoneses podem desistir da concorrência do TAV brasileiro

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O projeto da linha de alta velocidade a ser implantada no Brasil (“Trem de alta Velocidade” – TAV), ligando as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro está próximo da escolha da empresa e/ou concessionária que irá conduzir o projeto. Os japoneses poderão ficar de fora da concorrência.

O jornal econômico japonês, Nikkei, um dos mais respeitados do país, publicou as dificuldades em participar da concorrência do TAV. Alguns pontos e variáveis de custos podem deixá-los menos esperançosos em continuar no processo.

Algo importante que pode tirar os japoneses do páreo é a concorrência que está no edital do TAV, onde os menores valores (o menor custo e o preço mais baixo nas passagens para o usuário) serão fundamentais para decidir quem assumirá o projeto. Segundo os engenheiros do Japão, para o Brasil, tecnicamente, o sistema japonês de alta velocidade, chamado de Shinkansen é o mais adequado para o trecho em questão, mas este sistema é o que apresenta os maiores custos dentre os concorrentes do projeto.

Outro aspecto a ser discutido é o nível do mar. Ou seja, para a construção de tal linha de alta velocidade nos padrões japoneses, todo o trajeto deverá ser conduzido no padrão do território paulista, acima do mar, algo que elevaria os valores do projeto.

Tendo em conta os dados técnicos do sistema japonês e os seus custos, é mais provável que os chineses ou coreanos assumam o projeto, por apresentarem sistemas com valores menores que os dos demais concorrentes, além dos japoneses, os ocidentais.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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