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Nicolas Sarkozy reage ao rebaixamento da França pela “Standard & Poor’s”

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Até o dia 12 de janeiro, o Presidente francês, Nicolas Sarkozy (candidato ainda não confirmado à reeleição), estava ganhando espaço nas próximas eleições para a Presidência francesa. Uma pesquisa da “OpinionWay”* e da empresa de serviços financeiros “Fiducial” revelou que Sarkozy estava diminuindo a desvantagem para o rival socialista, François Hollande. De acordo com pesquisa, Hollande, ganharia a votação em 6 de maio com 55% dos votos contra 45% para Sarkozy. Neste levantamento o atual Presidente obteve um ganho de 2 pontos desde o último levantamento feito em dezembro de 2011.

 

A pesquisa com 1.060 pessoas foi conduzida entre 10 e 11 de janeiro e mostrou que Hollande e Sarkozy eram os favoritos para vencer o primeiro turno em 22 de abril, com 27% e 25% das intenções de voto, respectivamente. Ambos iriam para o segundo turno.

Apesar do índice de desemprego ser o mais alto em 12 anos e do lento crescimento econômico, Sarkozy ganhou terreno nas últimas pesquisas e buscou se mostrar como um estadista experiente, capaz de conduzir a França na “Crise da Zona do Euro”.

A pesquisa previu que a líder do partido de extrema-direita “Frente Nacional”, Marine Le Pen, ficaria em terceiro lugar no primeiro turno, com 17%  (1 ponto percentual a mais do que em dezembro), pouco à frente do candidato do centro, François Bayrou, com 15%.

A decisão da “Standard & Poor’s” de reduzir a nota de crédito da França poderá diminuir ainda mais a frágil diferença entre Sarkozy e Le Pen. Há três meses da Eleição, analistas indicam que ainda é demasiadamente cedo para considerar pesquisas com precisão de ponto decimal e, portanto, impossível prever se Sarkozy perderá o lugar no segundo turno. Ainda sim, certamente o rebaixamento da S&P será utilizado pelos candidatos para enfraquecer a sua candidatura.

O socialista Hollande já iniciou os “ataques” utilizando-se desta estratégia. Para ele, o fato de a França ter perdido a notação AAA é “uma sanção que assinala o fracasso dos cinco anos”*** de mandato do Presidente Sarkozy, que fez da manutenção do “rating” o objetivo primordial da sua estratégia governamental.

Por sua vez, Sarkozy reagiu ao rebaixamento da França feito pela S&P. Ontem, 18 de janeiro, após se reunir com sindicatos e associações patronais, ele anunciou**** um pacote de medidas no valor de € 430 milhões (cerca de R$ 980 milhões) para combater o desemprego no país. O Governo deve incentivar ainda o trabalho temporário e a inclusão de jovens no mercado de trabalho.

A gravidade da crise exige que sejam tomadas decisões” (…) “não se pode esperar as eleições para decidir”****, em discurso realizado no Eliseu, diante dos representantes dos sindicatos e dos empregadores, numa clara tentativa de reativar sua campanha eleitoral e melhorar os resultados nas pesquisas.

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Fontes:

* Ver:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE80B05O20120112

** Ver:

http://jornal.ceiri.com.br/2012/01/17/os-efeitos-da-sexta-feira-13-na-europa/

*** Ver:

http://economico.sapo.pt/noticias/lider-da-oposicao-francesa-acusa-sarkozy-de-fracasso_135936.html

**** Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1036031-sarkozy-anuncia-plano-de–430-mi-contra-desemprego-na-franca.shtml

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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