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NOTA EXTRA – O Duelo dos Beduínos no Mundo Globalizado

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Os beduínos, povos de origem árabe, são nômades que habitam as regiões desérticas do Oriente Médio e do norte da África, estando divididos em tribos de maioria muçulmana sunita. Eles vivem da criação e do comércio de camelos, de caprinos e de ovinos; agrupam-se em clãs que seguem as tradições tribais, pelas quais, mantêm como líder o membro mais velho e adotam a divisão de tarefas entre os homens, que são responsáveis pelo sustento familiar, e as mulheres, que são responsabilizadas pela produção de artesanatos e a criação dos filhos. No entanto, os conflitos existentes no Oriente Médio têm mudado os costumes deste povo.

As parcas pastagens, o anseio de proporcionar educação às suas crianças, o domínio dos territórios por grupos radicais terroristas e a oportunidade de empregos assalariados são fatores que têm levado os beduínos (badawi), moradores do deserto, a buscarem cada vez mais um estilo de vida seminômade ou sedentário.

Eles vêm sofrendo os mais diferentes ataques a sua condição existencial e vem dando respostas das mais diversas. No Iêmen, as tribos beduínas sofrem com os ataques dos drones; no Iraque, famílias beduínas, que se fixaram no país, sofrem com a atuação do grupo radical terrorista Estado Islâmico (EI); no Sinai, as tribos beduínas aliam-se aos jihadistas e, no deserto do Negev, juntamente com a Associação de Direitos Civis em Israel, o Conselho Regional de Aldeias Não Reconhecidas (CRANR), a Organização Não Governamental (ONG) Bimkom e a Lista Árabe Conjunta, luta contra a aprovação do Prawer Plan, que tem o objetivo de retirar as famílias beduínas do deserto do Negev para integrá-los na sociedade, por meio de trabalho e educação, elevando sua qualidade de vida. No entanto para aqueles que são contra a adoção do Prawer Plan existe a alegação de que estes povos viverão em extrema pobreza e terão sua cultura e costumes extintos.

Diante das adversidades, os beduínos acabam abandonados à própria sorte e tentam se reorganizar em meio à pobreza, ao preconceito e à vida nos campos de refugiados, como o de Zaatari, na Jordânia. As Nações Unidas lutam para deslocar as tribos beduínas destes campos, mas, ao mesmo tempo, concluem que, infelizmente, é muito mais complicado, pois eles têm que pagar para permanecerem na Jordânia, além disso, não se beneficiam do estatuto do refugiado. Diante dessa situação, nas regiões dominadas pelo EI, os métodos brutais deste grupo radical acabam atraindo muitos beduínos, o que lhes coloca numa outra situação perante a comunidade internacional.

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Imagem (Fonte):

http://escola.britannica.com.br/assembly/148738/Famlia-de-bedunos-de-Touggourt-na-Arglia-diante-de-sua

Izabel Sales Afonso - Colaboradora Voluntária Júnior I

Graduada em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco; Jornalista; Pós-graduanda em Política Internacional pela Faculdade Damásio, Pós-graduanda em Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela Universidade de Araraquara(UNIARA); Graduada em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco; Jornalista; atua como voluntária no Instituto de Reintegração do Refugiado(ADUS).

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