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Novo adiamento dos resultados parciais das eleições no Egito

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Ontem, quinta-feira, dia 01 de dezembro, a “Comissão Eleitoral” do Egito adiou para hoje o  anúncio dos resultados parciais das “Eleições Legislativas” do país, ocorridas nos dias 28 e 29 de novembro, passado.

A justificativa apresentada pelas autoridades responsáveis pela organização e condução do pleito foi a de que o processo ficou emperrado devido ao grande número de eleitores, devendo-se destacar que alguns observadores estão apontando que a eleição está sendo conduzida pela “Junta Militar”, o que se apresenta como um complicador a mais que pode estar influenciado na desorganização e estar afetando na divulgação dos resultados, mas isto, contudo, não tem interferindo no que há de substantivo neste processo eleitoral egípcio.
Conforme aponta Magdy Abdelhamid, presidente da “Associação Egípcia para o Desenvolvimento da Participação Social”, “A maioria das decisões foram tomadas pela Junta Militar, e não pelas autoridades eleitorais. Mas apesar disso o processo eleitoral transcorreu com bastante justiça”*.
Até o momento, pelos resultados apresentados independentemente pela mídia, os grupos islâmicos encabeçados pelo braço político da “Irmandade Muçulmana”, o “Partido Liberdade e Justiça” (PLJ), estão vencendo a disputa de forma a garantir a maioria no Parlamento e isto está trazendo temor aos grupos minoritários do país, pois acreditam que poderá significar as suas paulatinas exclusões do processo social egípcio.
Analistas afirmam que é esta certeza de vitória no processo eleitoral que tem afastado a “Irmandade” da iniciada “Segunda Revolução” no Egito, movimento que está em desenvolvimento e se espera que retomará as manifestações e choques tão logo saia o resultado eleitoral.
Acreditam os observadores que a “Segunda Revolução” viverá imediata tentativa de esvaziamento, não se excluindo a possibilidade de que isso ocorra de forma concreta, pois a vitória do PLJ faz parte de uma estratégia para tomada do poder pelos islâmicos usando as urnas como instrumento, o que torna o processo revolucionário um empecilho a garantida ascensão da “Irmandade”, cujo fim é modificar as instituições democráticas para adequá-las aos parâmetros do islamismo, à medida que for aumentando seu poder político e o controle social.
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Fontes:
* Ver:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5499015-EI17594,00-Egito+com+resultados+atrasados+Junta+Eleitoral+recebe+criticas.html
Ver também:
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1015017-anuncio-de-resultados-das-eleicoes-no-egito-e-adiado-pela-segunda-vez.shtml

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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