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[:pt]Novos cercados: Hungria planeja construir nova cerca em sua fronteira com a Sérvia[:]

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Um novo marco da crise contemporânea de refugiados que assola a Europa está prestes a ser erguido. Na última sexta-feira, dia 26 de agosto, o Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou a pretensão de seu Governo em construir 500 km adicionais à cerca que delimita a fronteira entre a Sérvia e a Hungria. Patrulhas de fronteira mais estritas, além dos já 500 km de cercas construídas entre as fronteiras com a Croácia e a Sérvia, reduziram significativamente a chegada de migrantes ao território húngaro. De acordo com suas pretensões, ela iria adicionar poder às capacidades de contenção do fluxo de migrantes, caso a Turquia mude suas políticas para as migrações. “Se não funcionar com boas palavras, teremos que pará-los [o fluxo] à força, e assim o faremos”, disse Orban, recentemente à uma rádio húngara.

O acordo turco acima mencionado faz referência às negociações entre a União Europeia e a Turquia no início deste ano (2016). A proposta, levantada neste Fórum, pactuou com o fechamento da “rota migratória dos Bálcãs”, medida que implicou drásticas mudanças em relação ao tratamento recebido pelos requerentes de refúgio em solo europeu. Além do fechamento da rota, o Acordo proposto prevê que a Turquia receberá, novamente, todos os migrantes que atravessarem irregularmente as suas fronteiras com a Grécia. O Primeiro-Ministro turco, Binali Yildirim, deixou claro que se a UE garantir a isenção de visto para os cidadãos turcos até o final de outubro, Ancara poderia voltar com o seu acordo para ajudar a conter o fluxo de migrantes para o Bloco europeu: “queremos que os nossos amigos europeus entendam que o momento de assumir mais responsabilidade sobre a questão de migrantes chegou”, disse Yildirim após conversas com o primeiro-ministro búlgaro Boyko Borissov, em Istambul.

Inúmeros migrantes que chegam às fronteiras sérvio-húngaras têm de retornar a Belgrado, colocando pressão nos já escassos orçamentos sérvios para o controle da crise. Atualmente, somente quinze pessoas podem adentrar as fronteiras húngaras com direção ao centro da Europa e a Hungria determinou que se qualquer migrante ou refugiado for encontrado dentro do país, em um raio de oito quilômetros da fronteira, ele deve retornar à área de trânsito situada perto da fronteira sérvia.

A delicada situação dos refugiados tornou-se ainda mais complexa, ficando à espera da resposta europeia à demanda turca de isenção de vistos de entrada à Área de Schengen por seus cidadãos nacionais. Enquanto isso, os fluxos de migrantes por vias forçadas se elevam a cada dia e a crise está longe de ser solucionada.

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ImagemHungarian border barrier” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a5/Hungary-Serbia_border_barrier.jpg

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Matheus Felten Fröhlich - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'

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