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[:pt]NSA interceptou informações médicas de ONGs e instituições de saúde[:]

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No último domingo, dia 14, a instituição The Intercept, criada por Glenn Greenwald e um dos principais veículos para publicação de documentos vazados por diversas fontes, publicou uma nova leva de documentos vazados pelo famoso whistleblower, Edward Snowden. Dentre os documentos, está um memorando de circulação interna da NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana) que mostrava sua colaboração com a DIA (Agência de Inteligência e Defesa estadunidense), para extrair informações com relevância médica, presentes em comunicações de ONGs e instituições de saúde ao redor do mundo, previamente coletadas pelos meios de espionagem e interceptação da NSA.

Essas informações médicas eram interceptadas de ONGs e órgãos de saúde do mundo todo. A obtenção de tais comunicações possibilitou a análise de estudos sobre casos como a epidemia de SRAG (na China), a cólera (na Libéria) e a disenteria (no Iraque), feitos por especialistas do Centro Nacional de Inteligência Médica (NCMI), da DIA, que é conhecido pelas pesquisa e desenvolvimento com foco na proteção das forças militares norte-americanas.

Ressalte-se que o compartilhamento de informações médicas e científicas é essencial para o progresso da ciência, para inovações tecnológicas e o aumento da longevidade humana, no entanto, esse compartilhamento de informações segue um trâmite acadêmico/institucional, além de visar um benefício humanitário abrangente, mesmo que financiado pela indústria de farmacêuticos, por exemplo.

No entanto, a NSA e a DIA exploram a virtualização da interação entre médico/paciente proporcionada pelas telecomunicações, para seus próprios fins e, de acordo com os críticos, sem respeitar a privacidade dos pacientes e/ou pessoas envolvidas, como fica evidente no documento vazado por Snowden, quando um membro da DIA teve acesso à informações pessoais de cidadãos de outros Estados Nacionais que confiaram dados altamente privados à instituições e ONGs relacionadas à saúde, sem imaginar que essas informações seriam interceptadas por agências de segurança, para serem aplicadas à proteção do Exército norte-americano.

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Imagem (FonteBy Gage Skidmore [CC BYSA 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)], via Wikimedia Commons):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AEdward_Snowden_Conference_2015.jpg

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Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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