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[:pt]ERRATA – Presidente Nyusi assinala interesse em conciliação com a Resistência Nacional Moçambicana[:]

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ERRATA: No quarto parágrafo, onde se lê “Tendo em vista mitigar a latência destes problemas, Nyusi, em visita oficial a Angola, na semana passada, declarou estar aberto a negociações com Afonso Dhlakama, líder da RENAMO” passa a ser “Tendo em vista mitigar a latência destes problemas, Nyusi declarou estar aberto a negociações com Afonso Dhlakama, líder da RENAMO”.

A declaração do presidente Nyusi foi realizada em Maputo e não em Angola.

Não só de aspectos econômicos se traja a atual crise moçambicana, mas, também, de aspectos políticos, à medida que o conflito entre a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) tarda em ser resolvido pelas duas partes. Somente em julho deste ano (2016), por exemplo, já foram dois ataques a centros médicos na região de Muapula, na Província de Niassa, conduzidos pelo braço armado da RENAMO.

Originado a partir de uma longa reivindicação da RENAMO por maior participação no jogo político de Moçambique, e da contestação perante os resultados das últimas eleições no país – principalmente as eleições gerais no final de 2014, os conflitos entre os braços armados dos dois Partidos trouxe de volta os temores de guerra civil, instaurada no país entre os anos de 1976 e 1992. As regiões central e norte de Moçambique tornaram-se palcos de emboscadas, tiroteios e ataques a instalações públicas. Estima-se que, aproximadamente, 11 mil pessoas que costumavam morar nessas regiões migraram para o país vizinho Malauí.

Os conflitos desestabilizam ainda mais a sociedade moçambicana, a qual sofre com a disparada nos preços gerais dos alimentos e com a gradativa retirada dos investimentos estrangeiros. A popularidade do atual Presidente, Filipe Nyusi, está cada vez mais difícil de ser sustentada devido a atual conjuntura econômica, política e social no país.

Tendo em vista mitigar a latência destes problemas, Nyusi, em visita oficial a Angola, na semana passada, declarou estar aberto a negociações com Afonso Dhlakama, líder da RENAMO. O Presidente moçambicano afirmou estar disposto a ouvir as reivindicações do oposicionista, a fim de devolver a estabilidade política a Moçambique.

Se o líder da RENAMO exige a presença de mediadores para nos encontrarmos e mantermos um diálogo franco e sério, para que o povo e as crianças não morram em Moçambique, eu, Presidente da República, aceito a vinda desses mediadores”, declarou Nyusi, em discurso realizado em Luanda.

Desde o início dos conflitos, Dhlakama permanece consideravelmente ausente da vida pública, apesar de desempenhar papel decisivo no atual posicionamento político da RENAMO. Para o presidente Nyusi, “Dhlakama deveria descer até Maputo” para dar início às conversações para a promoção da paz no país, uma vez que ele se encontra próximo ao braço armado do partido e instalado em regiões recônditas na parcela central ou norte do país. Do outro lado, Dhlakama segue pedindo o apoio da comunidade internacional para auxiliar no processo para a instauração do Acordo de Paz. Enquanto esta não vem, inúmeros moçambicanos seguem migrando para os países adjacentes e a economia nacional padece perante barreiras políticas.

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Imagem (FonteSapo 24):

http://24.sapo.pt/article/lusa-sapo-pt_2015_11_03_497919395_presidente-mocambicano-realiza-visita-de-estado-a-angola-na-proxima-semana

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Pedro Frizo - Colaborador Voluntário

Economista pela ESALQ-USP, é atualmente mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós- Graduação do IFCH-UFRGS. Foi pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM). Atualmente desenvolve pesquisas na área de Sociologia Econômica, Economia Política e Sociologia do Desenvolvimento. Escreve no CEIRI Newspaper sobre economia e política africana, como foco em Angola, Etiópia e Moçambique

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2 Comments

  1. mozrealblog 3 de agosto de 2016

    Meu caro Pedro Frizo, a noticia estah completamente desactualizada. Nyusi nao esteve em Angola na semana passada. Esteve em Angola, isso sim, no ano passado. Por outro lado, as conversacoes entre o Governo e a Renamo tiveram inicio ha dois meses, tendo sido constituida uma Comissao Mista Governo-Renamo. Informo que uma equipa internacional de mediadores jah comecou a funcionar. Dia Oito deste mes (Agosto) estah agendado o proximo encontro

    Responder
    1. ceiri 4 de agosto de 2016

      Prezado Leitor, agradecemos sua mensagem. Na verdade a notícia não está desatualizada. Ocorreu um erro no local onde foi realizada a manifestação do presidente. Publicamos uma errata no texto. Novamente obrigado pela atenta leitura! 🙂

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