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Na última semana, a cidade de Estocolmo, na Suécia, sofreu o que dizem ser um ataque terrorista, o qual se deu a partir do sequestro de um caminhão na região central da capital sueca. O sequestrador arrancou com o veículo contra uma multidão de pessoas, dentre as quais 15 saíram feridas e 4 morreram. O fato provocou tumulto nas proximidades da rua Drottininggatan e paralisou todos os meios de transporte do país.

A polícia sueca divulgou o perfil de um suspeito na participação do crime, o qual foi reconhecido e preso em Nova York, nos Estados Unidos (EUA), sob a alegação de “agir estranhamente” numa loja. O Jornal Aftonbladet comunicou que o homem de 39 anos admitiu o ato e foi encontrado com as mesmas roupas antes retratadas. Além disso, descobriu-se que o mesmo havia feito propaganda a favor do Estado Islâmico na página de uma rede social, mas, até agora, as poucas informações que se tem é de que o suspeito vivia em Estocolmo e declara ser cidadão uzbeque.

O Jornal Dagens Nyheter noticiou que no dia da ocorrência a polícia prendeu três homens suspeitos de práticas diferentes – dentre as quais destacam-se o terrorismo, o assassinato e a ligação com o caso de Estocolmo – nas cidades de Marsta e Hjulsta. Em Hjulsta a Força Tarefa Nacional apreendeu um homem que se acredita possuir contato com um segundo detido internacional, desta fez em Cingapura. As autoridades suecas entendem que o homem preso na Ásia poderia ter agido em parceria com o detido na América.

As investigações precisam de tempo para revelarem os culpados e as razões que levaram ao sequestro do veículo e posterior ataque à vida de cidadãos, entretanto, consoante o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia, o Primeiro-Ministro sueco, Stefan Löfven, salientou: “A polícia está investigando isso como um provável ataque terrorista. Se se trata de um ataque terrorista, e independentemente de ter sido realizado por uma organização ou por um autor solitário, o objetivo do terrorismo é minar a democracia. Nossa mensagem será sempre clara: você não pode nos suprimir. Você não pode controlar nossas vidas. Você nunca vai ganhar”.

Conforme os analistas é preciso mencionar três linhas de compreensão: a primeira remete, sim, a ideia de que a Suécia pode ter sido atacada e o uso de caminhões pode ser visto como um padrão, conforme os destaques dos ataques a Londres, em marco de 2017, a Berlim, em dezembro de 2016, e a Nice, na França, em julho de 2016; a segunda enfatiza a atuação do Estado Sueco na defesa dos valores de democracia e de liberdade ocidentais, sobretudo, após sua eleição para o assento de membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo fato poderia suscitar reações negativas especificas; e a terceira diz respeito ao alto contingente de refugiados oriundos do islamismo cujo choque com a cultura local poderia ampliar a possibilidade de incursões terroristas.  

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Imagem 1 Centro de Estocolmo” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/52/Stadshus-Panorama_2.jpg

Imagem 2 Stefan Löfven, PrimeiroMinistro da Suécia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/59/Stefan_L%C3%B6fven_edited_and_cropped.jpg/679px-Stefan_L%C3%B6fven_edited_and_cropped.jpg

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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