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[:pt]O boom da economia colaborativa e das atividades de crowdfunding na China[:]

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A economia colaborativa na China representa um mercado de US$ 299 bilhões, e estima-se que o setor apresente um crescimento anual médio de 40%, nos próximos cinco anos. A economia colaborativa consiste em negócios que utilizam a tecnologia para conectar pessoas que prestam determinado serviço, ou produzem determinado produto, com as pessoas que demandam tais atividades. Acessibilidade e credibilidade são os fatores determinantes para o sucesso de negócios nesta área, além de uma gestão eficiente de recursos de tecnologia da informação. Exemplos notórios desta modalidade incluem o serviço de alojamento Airbnb, o serviço de transportes Uber (que possui um análogo na China, a empresa Didi Kuaidi), ou mesmo o serviço de vendas Ebay.

Um importante conceito nesta área é que a divulgação de informações acerca da disponibilidade de bens ou serviços tende a elevar o valor dos mesmos, ao passo que estimula a demanda agregada. À medida que o poder aquisitivo da população chinesa continua a aumentar, novas potencialidades se apresentam para a economia colaborativa. Atualmente, existem 50 milhões de pessoas trabalhando em empresas ligadas a este setor e cerca de 500 milhões de pessoas que demandam estes serviços na China, segundo relatório oficial produzido pelo think tank governamental National Information Center.

A atuação da economia colaborativa apresenta desafios para os setores tradicionais e para o Governo, ao passo que a fluidez do conceito e da atuação destas empresas dificulta a capacidade de regulação da eficiência dos serviços prestados, dificultando igualmente a cobrança de impostos. Não obstante, o relatório produzido pelo Governo chinês é emblemático e possui um tom otimista, visando estimular o investimento neste setor. Aponta-se que a China possui 620 milhões de pessoas que utilizam celulares conectados a internet, além de uma grande parte de sua população que ainda deverá ser integrada a economia digital nos próximos anos.

O crowdfunding é outro ramo de atividades que vem apresentado crescimento na China, consistindo no financiamento de empreendimentos através de doações online. Até o final do ano de 2015, 283 plataformas financiaram 49.242 projetos desta modalidade no país. As plataformas chinesas de crowdfunding costumam possuir foco e atuação em áreas específicas. Outra característica importante é o costume de recompensar os doadores com brindes, tais como livros, entradas gratuitas para espetáculos, acesso a mídias digitais etc. Esta prática é mais comum na China do que nos mercados ocidentais, o que pode ser atribuído a características culturais.

Grandes empresas que atuam no mercado digital, tais como Baidu, Tencent, Alibaba, JD.com, estão lançando as suas próprias plataformas de crowdfunding. Estimativas do Banco Mundial afirmam que a China deverá ser capaz de angariar cerca de US$ 50 bilhões nesta modalidade até o ano de 2025, o que equivaleria a 52% da capacidade global.

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Imagem (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/8/7572/15884660512_8d96f3a11a_b.jpg

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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