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A cena política para o “Presidente Barack Obama” ganhou evidências de impopularidade se comparado com aqueles vigorosos discursos de “esperança” e “mudança” promulgados durante a campanha presidencial de 2008, que inspiraram não só os cidadãos estadunidenses, mas o mundo como um todo. Por ocasião dos últimos acontecimentos referentes tanto ao plano interno como ao plano externo, o “Wall Street Journal”, em parceria com a rede “NBC News”, promoveu uma pesquisa de opinião sobre o desempenho de Barack Obama nesse segundo mandato presidencial.

De acordo com os dados coletados na pesquisa, atualmente o Presidente detém um dos piores índices desde que assumiu o cargo em janeiro de 2009. Em março, os dados registraram que a taxa de aprovação a seu governo caiu para 41% ante 43% de janeiro. A justificativa para a inquietação populacional está atrelada principalmente à situação econômica que o país atravessa. De acordo com os números da mesma pesquisa que mediu o índice de aprovação de Obama, 65% dos entrevistados entendem que o país está no caminho errado no que tange ao programa de recuperação econômica, 26% acreditam que a economia está no rumo correto, 25% esperam que o prognóstico econômico tenha uma importante melhora nesse próximo ano e 57% consideram que os “Estados Unidos” ainda estão em recessão, contrariando dados oficiais que comprovam um tímido crescimento macroeconômico nos últimos anos, bem como a diminuição no nível de desemprego, que, atualmente, está em torno de 7,1%, segundo análise semanal promovida pelo “Instituto Gallup”.

Entretanto, o estudo divulgado nessa última semana sugere ainda um enfrentamento inicial, ainda discreto, sobre a perspectiva da sociedade norte-americana frente aos dois partidos, “democratas” e “republicanos”, nas eleições legislativas de novembro, em que serão colocadas em disputa todas as cadeiras da “Câmara dos Representantes”, um terço do Senado e ainda postos executivos e legislativos estaduais. Nesse sentido, o prognóstico é desafiador para a atual administração federal, pois, ainda de acordo com o estudo feito pelo “Wall Street Journal/NBC News”, 25% dos entrevistados veem os republicanos de forma positiva, frente a 45% que os veem de forma negativa, porém quando a pergunta tem o sentido alterado a maioria acredita que os republicanos deveriam controlar o Congresso.

Desta forma, mesmo com um posicionamento social ainda incerto sobre o futuro legislativo da federação, Barack Obama terá que trabalhar muito nos bastidores para ajudar a angariar fundos para os membros democratas não perderem a maioria no Senado e tentar inverter a hegemonia na “Câmara dos Representantes”, que hoje é do “Partido Republicano”, caso queria manter a governança favorável as suas prerrogativas políticas até o fim de seu mandato. Do contrário será mais do que necessário recorrer as “ordens executivas”, denominadas por ele no discurso do “Estado de União” no fim de janeiro, para não ver seu legado marcado na história como improdutivo e ineficiente para o desenvolvido do país.

Para analistas internacionais a possibilidade de inversão desse cenário está atrelada a defesa do aumento do salário mínimo para servidores federais, de US$ 7,25 para US$ 10,10 a hora, bem como melhorias tangíveis no sistema de saúde (“Obamacare”) lançado recentemente, mas que ainda recebe muitas críticas da população pela sua desorganização e ineficiência. Concomitante a esfera interna estaria um melhor posicionamento da política externa*, assim como do próprio Presidente em relação às principais demandas internacionais, ou seja, procurar alinhar os “Estados Unidos” ao Bloco europeu ocidental e exigir de Obama uma postura mais firme frente aos desequilíbrios recentes, sem prejudicar a imagem do país.

Uma vez utilizando tais cenários como trunfo também para o pleito do segundo semestre, possivelmente a pesquisa que agora desprestigia a imagem de Obama e do “Partido Democrata” pode ser alterada para melhor.

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*A pesquisa mostrou que os rumos da política externa estão em desacordo com o desejo da sociedade, recebendo, portanto um índice de aprovação muito baixo.

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Imagem (Fonte):

http://s3.laprensa.com.ni/wp-content/uploads/sites/55/2012/10/600x400_1351533135_ObamaSandy.jpg

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.jornal.ceiri.com.br/estados-unidos-voltados-ao-plano-interno/

Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tres-faces-atribuidas-a-barack,1142117,0.htm

Ver:

http://online.wsj.com/article/SB10001424052702303730804579435784052242804.html?mod=WSJP_inicio_LeftWhatsNews&linkSource=valor

Ver:

http://www.gallup.com/home.aspx

Ver:

http://www.gallup.com/poll/113980/Gallup-Daily-Obama-Job-Approval.aspx

Ver:

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-85/carta-dos-estados-unidos/a-patria-americana

Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,obama-amplia-sancoes-a-russia,1143052,0.htm

Ver:

http://www.washingtonpost.com/opinions/ej-dionne-obama-needs-to-do-more-not-less-on-his-own/2014/02/23/66f0ed36-9b1d-11e3-9080-5d1d87a6d793_story.html

Ver:

http://www.washingtonpost.com/opinions/ruth-marcus-presidential-lawlessness-from-obama-hardly/2014/02/04/10cb326a-8dc9-11e3-95dd-36ff657a4dae_story.html

Ver:

http://www.brookings.edu/blogs/fixgov/posts/2014/02/23-obama-government-reform-imperative-dionne

Victor José Portella Checchia - Colaborador Voluntário

Bacharel em Relações Internacionais (2009) pela Faculdades de Campinas (FACAMP), Especialista em Direito Internacional pela Escola Paulista de Direito (EPD) e Especialista em Política Internacional pelo CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais). Atuou em duas grandes multinacionais do setor de tecnologia e na área de Cooperação Internacional na Prefeitura Municipal de Campinas com captação de recursos externos, desenvolvimento de projetos na área econômica e comercial e buscando oportunidades de negócios para o município. Atualmente é Consultor de Novos Negócios na Avanth International em Campinas/SP. Escreve semanalmente sobre América do Norte com foco nos Estados Unidos.

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