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O Clã do Golfo e outros novos Narcos na Colômbia

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Com o avanço dos acordos de paz na Colômbia, novos grupos podem ocupar os territórios deixados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), dentre estes está o Clã do Golfo (Clan del Golfo). No twitter do Clã está escrito: “no queremos negociar…queremos seguir traqueteando”. A palavra “traquete” significa em português chocalho, assim traquetear poderia significar chacoalhar.

A Polícia Antinarcóticos promove várias ações contra o Clã, dentre elas a distribuição de panfletos informando o pagamento de recompensa para quem tiver informações sobre seus líderes, esconderijos, armas e narcóticos. Panfletos são jogados de helicópteros ou entregues em barreiras policiais. Atualmente foi divulgado na imprensa brasileira que existe uma associação entre o Clã do Golfo e o grupo brasileiro Primeiro Comando da Capital (PCC). Informam que através desta parceria foi enviada uma grande quantidade de entorpecentes para a Europa, além de outros lugares.

Exército colombiano destrói laboratório para o processamento de cocaína

Em maio de 2017, a Colômbia autorizou bombardeios aéreos contra os Clãs Usuga, Los Pelusos e Los Pontilleros. Estes considerados pelas FARC como grupos paramilitares e classificados pelo Governo como grupos criminosos dedicados ao narcotráfico. Estas ações estão baseadas nas “Diretiva 15”, que permite o uso de toda força disponível do Estado contra os grupos armados, sobretudo os que possuem a maior hostilidade.

Nas redes sociais, está chamando atenção a figura de Jaime Restrepo (autointitulado: El Patriota). Opositor do processo de paz, faz elogios ao ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe. Seu comentário em relação ao atentado no Centro Comercial Andino foi compartilhado no twitter do Clã do Golfo: “eu vejo muito repúdio pelas fotos e sangue das vítimas e aplausos para os algozes das FARC. Essa é a Colômbia!

Exército colombiano erradica 10,2 hectares de cultivos ilícitos na zona rural de Codazzi

O atentado ao Centro Comercial Andino ocorreu no dia 17 de maio de 2017, na véspera do Dia dos Pais. Um artefato explosivo foi colocado no banheiro feminino. Três pessoas morreram e nove ficaram feridas. Jorge Hernando Nieto, diretor da Polícia Nacional afirmou que os suspeitos capturados no último dia 24 de junho de 2017 pertencem ao Movimento Revolucionário do Povo (MARP) que, juntamente com o Clã do Golfo, se opõe ao processo de paz. O MRP fez sua primeira aparição pública em setembro de 2015.

A partir destas informações pode-se perceber que o processo de paz não se encerrará tão facilmente, no entanto, é possível falar em redução de sua intensidade, mas não em seu fim definitivo. Um indicativo disso é a recente aliança entre os ex-presidentes Andrés Pastrana e Álvaro Uribe e sua possível vitória no pleito presidencial de 2018, sobretudo com o desgaste político de Santos e o fim de seu mandato, que poderão impedir o avanço das conversações, por exemplo, com o Exército de Libertação Nacional.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Exército da Colômbia faz apreensão de drogas” (Fonte):

https://twitter.com/col_ejercito/status/744989465672749056

Imagem 2Exército colombiano destrói laboratório para o processamento de cocaína” (Fonte):

https://twitter.com/COL_EJERCITO/status/880164652436439040

Imagem 3 Exército colombiano erradica 10,2 hectares de cultivos ilícitos na zona rural de Codazzi” (Fonte):

https://twitter.com/COL_EJERCITO/status/879951246609731584

Samuel de Jesus - Colaborador Voluntário

É doutor em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Ciências e letras da UNESP - Araraquara - SP. É Mestre em História desde o ano de 2003 pelo programa de Pós - Graduação em História da UNESP de Franca/SP, atuando principalmente nos seguintes temas: História, política, democracia, militarismo, segurança, defesa e Relações Internacionais. Membro do Grupo de Pesquisas sobre História Política e Estratégia - GEHPE-UFMS e do Núcleo de Pesquisas sobre o Pacífico e Amazônia - NPPA (FCLAr UNESP). É professor de História da América da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS - campus de Coxim/MS

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