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[:pt]O compartilhamento de experiências na Cooperação Sul-Sul: o caso do Projeto Algodão Paraíba[:]

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A cronologia é curta, mas ressalta a legitimidade adquirida pelo projeto, assim como a sua rápida difusão. Em 2015, o Governo do Estado da Paraíba pôs em prática a tarefa de resgatar a cadeia produtiva do algodão de forma sustentável, garantindo a sustentabilidade ambiental e os benefícios econômicos para os atores envolvidos. Mediante a coordenação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater/PB), integrante da Gestão Unificada, o Projeto Algodão Paraíba foi apresentado para 42 países, atendendo a convite da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), unidade vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A intenção inicial do projeto era alavancar a cultivo do algodão no Estado, que por décadas foi uma das principais culturas geradores de emprego e renda no campo, mas que sofreu uma acentuada queda na sua produção nos anos recentes. Desde então, o projeto recebeu a visita do fundador da Socila (Support Organic Cotton in Latin America) e de representantes do governo, técnicos e agricultores do Peru, com o apoio da FAO. Além disso, o projeto tem sido usado como caso de transferência de políticas na cooperação sul-sul (CSS), como no acordo de cooperação assinado entre entidades brasileiras (Emater, ABC), FAO e o Governo da Bolívia. Neste país, a produção algodoeira está em decadência há 15 anos, gerando um empobrecimento da população rural.

No período de 6 a 15 de março, o Projeto Algodão Paraíba será compartilhado com os agricultores familiares da Colômbia. De acordo com o diretor técnico da Emater/PB, Vlaminck Saraiva, apesar da seca, a produção da safra agrícola 2015/2016 foi superior a 11 toneladas de algodão branco orgânico em rama, legitimando o potencial do projeto. Apesar do curto período, a difusão das práticas agrícolas e gerenciais do Projeto Algodão Paraíba tem legitimado tanto o projeto a nível local, quanto no nível internacional, ao lançar internacionalmente a qualidade do produto paraibano.

Reafirmando o ditado popular, usado inclusive no primeiro relatório da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi), “ninguém sabe tanto que não tenha algo a aprender, nem tão pouco que não tenha algo a ensinar”. Longe dos centros de tomada de decisão, o caso Algodão Paraíba revela a importância de casos reais onde é necessário equilibrar a escassez de recursos e a necessidade de gerar benefícios sociais, econômicos e ambientais.

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Fonte 1Agricultura no Brasil” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Agriculture_in_Brazil.jpg

Fonte 2Mapa do Brasil Estado da Paraíba em destaque” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brasil_Paraiba_maploc.png

Fonte 3Projeto Algodão Paraíba” (Fonte):

http://gestaounificada.pb.gov.br/noticias/projeto-algodao-paraiba-sera-apresentado-em-evento-internacional-em-goiania[:]

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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