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[:pt]O cumprimento da Agenda 2030 é uma utopia ou uma realidade na América Latina e Caribe?[:]

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Com inúmeros pontos de interdependência e o mantra de que “ninguém será deixado para trás”, a Agenda 2030 insta todos os países a alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até o ano de 2030. Portanto, nesses 15 anos, os Chefes de Estado buscarão formas de erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas a alimentos nutritivos e suficientes durante todo o ano, assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todos, entre outros temas mais complexos. Contudo, os países da América Latina e Caribe estariam aptos a alcançar essas metas com os atuais recursos?

Para os pesquisadores do centro de pesquisas britânico, Overseas Development Institute (ODI), a região encara três panoramas, caso permaneçam com as atuais políticas e tudo mais se mantiver constante.

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O primeiro consiste no alcance das metas, em decorrência do que tem sido feito até então. Por exemplo, a maioria dos países da região poderá erradicar a extrema pobreza (ODS 1), garantir o acesso universal à energia (ODS 7) e reduzir a desigualdade de renda (ODS 10) até 2030. Na redução da desigualdade de renda, a renda da população mais pobre está crescendo 40% acima da média, indicando o alcance do objetivo. Porém, alguns países não conseguirão manter a tendência regional. No caso da extrema pobreza, apesar da projeção de que menos de 5% das pessoas desses países viverão nessa situação, essa proporção será de 50% no Haiti.

Em outros casos, os países precisam reenquadrar as estratégias para melhorar os resultados. Entre as metas, destacam-se a erradicação da fome (ODS 2), a redução da mortalidade materna (ODS 3), o acesso à educação secundária (ODS 4) e o acesso universal ao saneamento (ODS 6). Por exemplo, estima-se que, em 2030, 90% da população da região terão acesso ao saneamento, mas um quarto não possui um plano que garanta qualquer tipo de progresso nesse acesso.

Por fim, os países precisam reformular radicalmente os esforços para atingir cinco objetivos, tais como, reduzir a população que vive em favelas (ODS 11), reduzir o desperdício (ODS 12), combater as mudanças climáticas (ODS 13), proteger o ecossistema marinho (ODS 14) e reduzir as mortes em decorrência da violência (ODS 16). Por exemplo, projeta-se que a região falhará na redução das mortes por violência, considerando as atuais tendências. Em 2012, 8% do total das mortes nos países da América Central foram resultados da violência e estima-se que esse valor alcance 15%. No Caribe, a tendência aponta um crescimento de 4%, em 2012, para 6%, em 2030. Os países da América do Sul manterão os 5% de 2012 até o fim da Agenda 2030.

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Imagem (Fonte):

http://www.unfoundation.org/features/sdg-icons-update-2.png

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João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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