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[:pt]O compromisso europeu com os Bálcãs: medidas pós-Brexit[:]

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A mais recente Cúpula dos Bálcãs – sediada em Paris, no último dia 4 de julho – estava completamente enevoada pelo Referendo do Brexit. Esta terceira Cúpula europeia (Áustria, Alemanha, Eslovênia, França, Itália) com os países balcânicos (Albânia, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Kosovo, Macedônia, Montenegro e Sérvia) ocorreu para deliberar rumos para as nações balcânicas, ou seja, para tratar de questões sobre o desenvolvimento do transporte, os problemas de energia e outros setores de infraestrutura; sobre a mobilidade do trabalho e as perspectivas para a juventude dos países balcânicos; para tratar acerca do fortalecimento das instituições e o Estado de Direito; e sobre perspectivas rumo ao caminho da União Europeia para os países do sul do continente europeu.

O foco inicial da agenda ficou pautado pelos reforços de segurança nas zonas fronteiriças, levando em consideração o forte fluxo de migrantes que têm utilizado a rota balcânica, motivados pela preocupação com extremistas religiosos e com as ameaças terroristas recentes. No entanto, desde o controverso acordo selado com a Turquia, o relacionamento da UE com as lideranças dos Balcãs têm sido difíceis. Mas isso pode ser minorado, pois, no que refere a aproximação e ao diálogo a ser realizado, se pode pensar acerca do alargamento do Bloco, direcionando-se para uma reflexão sobre a melhor construção de políticas de contensão do fluxo migratório e, de quebra, sobre formas de fortalecer algumas instituições deficitárias dos Estados balcânicos. O problema é que, por outro lado, o cenário pode se agravar com a incorporação de países que se apresentam de maneira economicamente deficitária e politicamente instáveis, devido a recentes crises e aos contínuos problemas de gestão.

O Primeiro-Ministro sérvio, Alexsandar Vucic, afirmou na Cúpula que seu país não seria “subserviente à Europa”, mas, que, a longo prazo, a União se apresenta como a “melhor alternativa para nosso povo”. Outro a se manifestar sobre a reunião foi o Ministro das Relações Exteriores da Albânia, Ditmir Ushati, mas este afirmou na semana anterior à Cúpula, que o encontro com os países da União Europeia seria mais para tratar “o divórcio com o Reino Unido do que o casamento com os Bálcãs”. Todavia, apesar dessa percepção crítica, o presidente francês François Hollande ressaltou que a “decisão britânica de sair do bloco não coloca fora todos os comprometimentos feitos aos países balcânicos […] todos serão respeitados”.

Sendo assim, embora haja falhas e negociações que são contestáveis e controversas, Bruxelas engatilha com a utilização de sua influência, fazendo pressão sobre os líderes balcânico por reformas. Nesse sentido, analistas apontam que a política externa da União Europeia pode encontrar um momento de redenção, se estender a mão aos Bálcãs.

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Imagem (Fonte):

https://www.euractiv.com/wp-content/uploads/sites/2/2016/07/Western-Balkans-summit-in-Paris.jpg

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Matheus Felten Fröhlich - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'

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