LOADING

Type to search

Share

[:pt]

Além de grandes ondas de imigração pelo Oriente Médio e Ocidente, a situação na Síria tem promovido um temor pelo globo de uma possível Terceira Guerra Mundial, especialmente na Rússia. Uma pesquisa realizada recentemente mostrou que ao menos 48% da amostragem dos cidadãos russos entrevistados temem um conflito dessa dimensão, devido à Guerra Civil em território sírio.

Analistas apontam que seria uma percepção exagerada dos fatos ocorridos e em trânsito na Síria, mas não deixa também de ser uma questão sensível, especialmente para o Governo russo, que tem ampla participação com forças militares aéreas, marítimas e terrestres de ataque naquele país, apoiando o Governo Assad, além da coalizão internacional na luta contra o Daesh (Estado Islâmico – EI).

Essa situação em que a Federação Russa participa em duas frentes (apoiando Assad e combatendo o Estado Islâmico) vem trazendo incertezas para as potências europeias e para os EUA, que a comparam com o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os soviéticos e norte-americanos combatiam inimigos comuns (nazistas e Império Japonês) e depois os aliados se voltam para uma contenção geopolítica da expansão da União Soviética. No caso Sírio, Estados Unidos, Inglaterra e França dão suporte aéreo na Síria e Iraque no combate ao Daesh, mas também colaboram e dão suporte aos Rebeldes contra Assad, que é apoiado pela Federação Russa. Por essa razão, os europeus e norte-americanos questionam sobre o que ocorrerá quando o inimigo comum desaparecer e perguntam o que será do conflito civil sírio.

Como forma de exemplificar o problema, observou-se o caso do abatimento de um bombardeiro russo pela Força Aérea da Turquia, incidente de proporções de segurança nacional, que mostrou o quanto o conflito é complexo, constituindo-se num barril de pólvora a espera de uma faísca, pois há muitos interesses convergindo e divergindo, gerando situações que de fato poderiam produzir um conflito entre forças nacionais. Até o momento, isso não ocorreu, mas não foi afastada a pergunta central, ou seja, o que ocorrerá se outro incidente semelhante se der, mesmo porque não se sabe se solução será buscada com o mesmo comportamento diplomático adotado no caso que envolveu Rússia e Turquia.

———————————————————————————————–                    

Imagem (Fonte – Ministério da Defesa Russo / Wikipedia):

https://goo.gl/WkD3ey

[:]

Daniel Costa Sampaio - Colaborador Voluntário Júnior

Pósgraduado em Ciência Política (IUPERJ) e Bacharel em Relações Internacionais (UCAM). Experiência profissional em Representação Comercial e atualmente Gerente de Projetos e Novos Negócios na Prefeitura do Rio de Janeiro. No CEIRI Newspaper escreve no grupo Europa desde março de 2013, em que desenvolve publicações com ênfase na Política Externa Russa.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.