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O Diálogo Global da OMS sobre prevenção e controle de doenças não transmissíveis

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Nos dias 9 a 11 de abril deste ano (2018), a Dinamarca sediou o Diálogo Global da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Copenhague, capital do país. O evento é uma reunião informal e contou com a participação de 300 convidados, incluindo representantes de Estados, de agências bilaterais e multilaterais, de Organizações Não Governamentais (ONGs), instituições acadêmicas e filantrópicas, e entidades privadas.

O objetivo do Diálogo é o compartilhamento de informações, financiamento e cooperação para o desenvolvimento, visando alavancar meios para a prevenção de Doenças Não Transmissíveis (DNT). Segundo dados da OMS, 40 milhões de pessoas falecem a cada ano no globo por causa das DNTs, as quais se concentram nas doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, diabetes e cânceres.

Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tørnæs

O Encontro é uma preparação para a III Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre Prevenção e Controle de Doenças Não Transmissíveis, que será feita no próximo mês de setembro. A Diretora Geral Adjunta para DNTs e Saúde Mental da OMS, Dra. Svetlana Axelrod, comentou sobre o tema no próprio site da Organização: “A escala da crise das DNTs é imensa, assim como a necessidade de ações aceleradas e fortalecidas em vários setores e partes interessadas em todo o mundo. Somente trabalhando juntos em novas parcerias e investindo os níveis corretos de recursos poderemos proteger as pessoas das DNTs e fornecer os cuidados de que precisam”.

O Jornal Copenhagen Post trouxe a declaração da Ministra para a Cooperação e Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tørnæs, a qual salientou que “As parcerias são a chave para um futuro mais saudável e para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Precisamos incentivar parcerias inovadoras e ousadas entre os Estados membros e os atores não estatais. Estamos ansiosos para explorar e apresentar soluções através do envolvimento multissetorial e multistakeholder* e a Dinamarca está feliz por liderar esta importante discussão sobre como preencher o déficit de financiamento”.

Os analistas compreendem a pauta mediante a dois cenários: o primeiro enfatiza a importância da cooperação internacional para o debate e troca de conhecimentos, sem os quais torna-se difícil extrair soluções viáveis para a problemática; o segundo cenário aborda o papel das indústrias farmacêuticas no processo de diálogo entre mercado e política, já que ambos possuem interesses estritos nas DNTs.

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Nota:

* O termo stakeholder é originário do inglês: stake que significa interesse ou participação, e holder significa aquele que possui. Neste caso é um público específico que possui interesse em uma empresa, negócio ou indústria, ou seja, visa designar as partes interessadas. De forma simplificada, é “uma parte interessada”, sendo eles uma parte importante no planejamento de um projeto.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Símbolo da Organização Mundial da Saúde (OMS)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9d/WHO.svg/1011px-WHO.svg.png

Imagem 2 Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento da Dinamarca, Ulla Tørnæs” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9f/Ulla_T%C3%B8rn%C3%A6s%2C_2014-05-25.jpg/512px-Ulla_T%C3%B8rn%C3%A6s%2C_2014-05-25.jpg

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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