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O empoderamento feminino e a situação das mulheres em regiões de confronto

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Os impactos duradouros dos conflitos de 2014 em Gaza ainda deixaram marcas profundas, sobretudo para as meninas e mulheres. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), relatado no último dia 7 de janeiro, através do site da Instituição.

As maiores dificuldades que elas vem passando são associadas à discriminação de gênero no interior da sociedade palestina, onde barreiras impedem o acesso das mulheres à propriedade e ao mercado de trabalho. A vulnerabilidade da situação foi piorada com a intensificação do confronto.

Os números das meninas e mulheres nessa posição são preocupantes, pois muitas foram mortas durante a hostilidade entre Gaza e Israel. Entretanto, vale destacar, a maioria está deslocada, vivendo em condições de risco, seja com famílias anfitriãs, seja em abrigos improvisados, tendas ou em meio aos destroços de suas casas.

Outro entrave para o acesso dessas mulheres a uma melhor qualidade de vida refere-se a tradicional divisão dos afazeres, já que jovens e esposas devem ser responsáveis pela administração do lar, o que vem dificultando o seu retorno ao mercado de trabalho. Em Gaza, apenas a minoria das que estão em idade ativa participam na força produtiva do território, sendo este um dos fatores que barram o desenvolvimento econômico e na produtividade da região. No entanto, vale destacar, há algum tempo o empoderamento feminino vem tomando conta dos discursos de alguns movimentos sociais e da sociedade civil em geral. Mas, o que isso significa e o que pode refletir para a sociedade, sobretudo para as mulheres?

Quando o conceito for alicerçado na sociedade, será o início da mudança de mentalidade sobre as mulheres e sobre sua condição de risco na escala mundial. A ONU, através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), já abriu espaço para a discussão do tema. O PNUD vai além, quando se volta para a igualdade de gênero e para o empoderamento das mulheres, não apenas como direitos humanos, mas também porque é o caminho para alcançar os objetivos do milênio e do desenvolvimento sustentável.

O empoderamento feminino é pautado por alguns princípios criados pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global, visando auxiliar a comunidade empresarial a inserir em seus negócios valores e práticas que propõem a igualdade de gêneros e a inserção correta das mulheres.

Apesar de ser um assunto que vem encabeçando as manchetes ao redor do mundo, este ainda é um tabu, razão pela qual tem convergido as posições de analistas de que é urgente e importante falar sobre dar poder as mulheres, principalmente em uma sociedade globalizada como a atual. O assunto parece ser novo, mas já vem sendo debatido há muito tempo.

Vale ressaltar que, conforme tem sido defendido por experts, este movimento não deve ficar apenas nos limites sociais e políticos, devendo ir muito além. A sociedade como um todo já reconhece o papel da mulher como fundamental e como agente do desenvolvimento econômico, social e cultural. Assim sendo, não se pode restringir a discussão a esta ou aquela área, devendo ser pensada em todos os setores da sociedade.

Conforme tem sido apontado, a discriminação e as barreiras impeditivas do desenvolvimento profissional e pessoal não estão presentes apenas nas empresas. A própria sociedade muitas vezes desenvolve tais mecanismos sem perceber. Sendo assim, a tendência é continuar a ampliar a discussão do empoderamento feminino em todas as camadas e setores sociais, e em todos os cantos do planeta. Conforme afirmou o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no seu discurso durante o dia internacional da mulher, realizado no ano de 2013: “Empoderar a mulher não é apenas a coisa certa a fazer – é a coisa inteligente a ser feita. Quando as mulheres obtêm êxito, as nações são mais seguras e mais prósperas”.

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Imagem (Fonte):

https://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/wp-content/uploads/2016/01/Unwra.jpg

Jamile Calheiros - Colaboradora Voluntária

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.

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2 Comments

  1. Ana 11 de fevereiro de 2016

    Só acredite no que os seus olhos vêem e seus ouvidos escutam.
    Não acredite nem no que os seus olhos vêem e seus ouvidos escutam.
    E saiba que não acreditar ainda é acreditar.

    Responder
  2. Mulher 16 de novembro de 2016

    O empoderamento da mulher no século XXI é lindo de presenciar! <3

    Responder

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