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O envio de soldados dinamarqueses para o Afeganistão

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A Dinamarca presta auxílio militar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como parte da Missão de Apoio Resolutivo da Instituição no Afeganistão. O contingente dinamarquês está destacado na Força de Proteção Móvel, a qual possui a responsabilidade de transportar e proteger os conselheiros nos deslocamentos pela capital, Cabul.

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca Anders Samuelsen

O Estado escandinavo contribui com o envio de forças militares no Afeganistão, desde 2002, e cerca de 750 soldados já estiveram em combate no período da guerra. Atualmente, o quantitativo é menor, pois apenas 97 militares estão em solo afegão para dar apoio.

O Jornal Information noticiou que o reforço de 55 soldados será enviado, em 2018, e não representa casualidade, visto que um comboio sofreu um ataque de um homem-bomba no fim de setembro deste ano (2017) deixando feridos 3 soldados e 1 conselheiro.

O objetivo de Copenhague* na questão é ampliar a atuação contra as forças do Talibã no país, e evitar a migração em massa de novos refugiados para a Europa. O Jornal Copenhagen Post trouxe a afirmação do ministro dos negócios estrangeiros da Dinamarca, Anders Samuelsen, sobre a pauta: “A situação de segurança no Afeganistão infelizmente ainda é extremamente frágil. O Talibã é mais forte e o IS ganhou certas posições em partes do país. Portanto, é apropriado fortalecer a missão de treinamento da OTAN no Afeganistão. Se o governo afegão perder o controle o país voltará a tornar-se um paraíso para o terror e também arriscamos uma nova onda de refugiados que chegam à Europa e à Dinamarca. Essa é uma situação que devemos evitar”.

O esforço dinamarquês no Afeganistão é pequeno se comparado aos 12.000 militares que compõem a Missão da OTAN, entretanto é um fator positivo, à medida que os políticos daneses** buscam projetar a imagem de uma Dinamarca defensora da paz e segurança internacionais. Todavia percebe-se como negativa a possibilidade de frear uma nova onda migratória com um grupo de aproximadamente 150 soldados, cujos resultados políticos aparentam expressar mais um grau de propaganda de Copenhague, do que propriamente uma prevenção.

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Nota:

* Capital da Dinamarca, significando o Governo do país.

** Outra forma de se referir a quem nasce na Dinamarca. O mesmo que dinamarquês.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Soldados dinamarqueses” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fb/Danish_Military_Police.JPG

Imagem 2 Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca Anders Samuelsen” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/24/Informal_meeting_of_ministers_for_foreign_affairs_%28Gymnich%29._Arrivals_Anders_Samuelsen_%2836685969800%29_%28cropped%29.jpg/781px-Informal_meeting_of_ministers_for_foreign_affairs_%28Gymnich%29._Arrivals_Anders_Samuelsen_%2836685969800%29_%28cropped%29.jpg

 

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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