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Conforme vem sendo disseminado na mídia internacional, em especial na latino-americana, o esquema elaborado pela empresa Odebrecht superou as fronteiras brasileiras. Segundo levantamento feito pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), foram aproximadamente US$ 788 milhões de dólares distribuídos em propina em 12 países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.

Tal cifra veio a público após o anúncio do acordo de leniência da Odebrecht e da Braskem com os Ministérios Públicos brasileiro, americano e suíço. Conforme foi disseminado após delação de diretores da empresa, a Odebrecht implementou em sua estrutura um “Departamento de Propina”, o nome adequado para o Setor de Operações estruturado para operar o esquema, necessário devido as grandes cifras que eram disponibilizadas pela estrutura da organização.

Os Estados latino-americanos anunciaram que vão investigar os pagamentos que eram feitos por executivos da empreiteira brasileira que é investigada na Operação Lava Jato, os quais tinham como objetivo obter vantagens em contratos com a administração pública de seus respectivos países. Ressalte-se que, no entanto, sete dos Estados da América Latina envolvidos no esquema (Argentina, Colômbia, Equador, Panamá, Peru, México e Venezuela) têm diferentes opiniões acerca do caso.

O Presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynsk, por exemplo, negou envolvimento no caso de corrupção. Já o Governo do Equador informou que irá investigar o fato. Os colombianos irão cancelar os contratos em que forem comprovadas as ocorrências de pagamento de propina. A Argentina, por sua vez, pediu aos investigadores da Lava Jato informações mais detalhadas. A Venezuela anunciou que irá apurar as denúncias. O Governo do Panamá garantiu que irá processar e punir com rigor os integrantes do Governo que receberam dinheiro da corrupção e, por fim, o México abriu investigações para apurar o pagamento da propina.

Pouco a pouco, cada nova operação, no âmbito da Operação-Mãe (a Lava Jato), vem revelando os casos de corrupção que estão desencadeando crises pelos países onde tal prática é descoberta. A Lava Jato, que é considerada a maior investigação da história do Brasil, trouxe à tona um vasto esquema de corrupção em que estão envolvidos comandantes de empresas poderosas e diversos políticos, inclusive Chefes de Estados, ultrapassando as fronteiras do Brasil.

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Imagem 1 Manifestação a favor do juiz Sérgio Moro na Avenida Paulista, São Paulo, 4 dezembro de 2016” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/10_Medidas_contra_a_corrup%C3%A7%C3%A3o

Imagem 2 Polícia Federal ao chegar na sede da Construtora Odebrecht, durante as atividades da Operação Acarajé, 23ª fase da Operação Lava Jato” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Operação_Lava_Jato

Imagem 3 Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynsk” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Pablo_Kuczynski

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Jamile Calheiros - Colaboradora Voluntária

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.

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