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O fechamento da rota balcânica e as suas primeiras impressões

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Novamente, a pauta da crise migratória é destaque na agenda europeia. Como esperado, líderes europeus efetivaram um Acordo no dia 7 de março de 2016, visando fechar a rota balcânica de migração em direção à Europa Ocidental. Dentro da própria União Europeia, o Acordo gerou descontentamento, de forma evidente, pela chanceler alemã Angela Merkel, conforme evidenciado na revista TIME: “pessoalmente, penso que a decisão unilateral da Áustria, e assim as subsequentes nos países balcânicos, vão, obviamente, nos trazer menos refugiados, no entanto, colocam a Grécia em uma situação extremamente complicada”.

Seguindo o que se pôs de acordo, Áustria, Croácia, Eslovênia, Macedônia e Sérvia iniciaram restrições à entrada de pessoas em suas fronteiras e, consequentemente, reestabeleceram, para aqueles que fazem parte, o Acordo de Schengen. A Ministra do Interior austríaca, Johanna Mikl-Leitner, rebateu as críticas de Merkel, acusando as políticas de “portas abertas” da Alemanha como causadoras do caos em que 14 mil refugiados se encontram na fronteira grega com a Macedônia.

O Primeiro-Ministro grego, Alexis Tsipras, criticou veementemente o Acordo, que chamou de “ações unilaterais da União Europeia”, além de citar Donald Tusk – atual Presidente da Comissão Europeia – esperando que o mesmo “se esforce na implementação de decisões comuns, e não incentivar aqueles que o ignoram”. Conforme o Ministério do Interior da Grécia, existem 42 mil refugiados em território grego, que, em sua grande maioria, almejam viajar ao norte da Europa. Ao lado da Turquia, a Grécia será largamente afetada com a decisão, levando em consideração que serve como país de chegada do fluxo migratório que vem pelo Mar Mediterrâneo.

O Primeiro-Ministro da Eslovênia, Miro Cerar, que havia levantado cercas ao longo das fronteiras do seu país com a Croácia, assegurou que nenhum migrante não registrado adentrou às fronteiras eslovenas na última semana. Como um “efeito dominó”, líderes de outros Estados balcânicos enrijeceram o controle fronteiriço. O Ministro da Alemanha para Assuntos Especiais, Peter Altmeier, e Organizações de Direitos Humanos estão cientes de que a medida de fechar as fronteiras é drástica demais, porém esperam avanços nas conversas entre a EU e a Turquia, bem como na solução para o remanejo dos requerentes de asilo.

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Imagem (Fonte):

http://web.law.columbia.edu/sites/default/files/microsites/contemporary-critical-thought/images/athena-source-creative-commons-580×300.jpg

Matheus Felten Fröhlich - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'

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