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A crise econômica que assola o mundo desde 2008 gera cada vez mais medo, não só na população dos respectivos países. Notícias que tem como tema a quebra de recordes de desemprego e manifestações ao longo das principais cidades europeias tornaram-se comuns. O que antes se via apenas no “Novo Mundo”, agora assola aqueles que foram considerados por alguns analistas e historiadores os vilões pelos problemas do “Sul”.

 

Entretanto, apesar da crise e problemas econômicos pelos quais a Europa está passando, os campos de futebol estão sempre cheios e especulações de contratações milionárias continuam acontecendo. O “Paris Saint German” (PSG), tradicional clube da capital francesa, estaria disposto a pagar o equivalente a 100 milhões de euros pelo jogador brasileiro Kaká. Caso isso se confirme, o brasileiro seria dono de uma marca histórica: seu passe seria o de valor mais caro em toda a história do futebol. Hoje quem detém este registro é o português Cristiano Ronaldo, o atual camisa 7 do “Real Madrid”, que custou 96 milhões de Euros ao clube espanhol. A ida de Kaká para o time francês seria fruto de um investimento feito pelo grupo “Qatar Sports Investments” (QSI) que comprou cerca de 70% das ações do PSG ano passado e pagou o equivalente a 50 milhões de euros por isso.

Ainda se tratando de grandes valores correspondentes ao futebol europeu, todo ano a Deloitte lança o “Deloitte Money League”, um estudo dos 20 clubes de futebol que mais arrecadaram dinheiro. Para isso, a empresa leva em consideração três aspectos: (1) receitas em dias de jogos, (2) acordos comerciais e (3) direitos de transmissão. Somando-se a receita dos 20 maiores clubes, chegou-se à quantia de 4,4 bilhões de Euros (o equivalente a ¼ de toda a receita dos clubes europeus – a UEFA tem 443 clubes filiados).

Desses 4,4 bilhões, 1,025 bilhões são de receitas em dias de jogo, ou seja, pelo menos 23% da receita dos clubes é dinheiro da mesma população que está passando por dificuldades financeiras. Por mais que dentre os 20 estejam clubes da Alemanha e Inglaterra que ainda se encontram em uma situação melhor, os dois primeiros colocados são “Real Madrid” e “FC Barcelona”, clubes da Espanha, um dos países mais afetados pela crise que se instalou. Combinados, ambos ganham sozinhos quase ¼ de toda a receita dos vinte clubes mais ricos da Europa. Não só ganham este montante, como o aumento em suas receitas chegou a casa de 100 milhões de euros.

Por mais que tudo isso possa ser visto como uma espécie de “Política do Pão e Circo”, há também quem veja a manutenção dos ganhos com o futebol como uma necessidade clara de a população ainda ter seus 90 minutos de preocupação com apenas uma coisa: o gol. No limite, agiria positivamente no fator psicossocial das populações.  

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Fontes:

VerDeloitte Football Money League” (disponível para download) em:

http://www.deloitte.com/view/pt_PT/pt/servicos/consulting/80ea73068e165310VgnVCM3000001c56f00aRCRD.htm

Ver:

http://pt.uefa.com/memberassociations/uefarankings/club/index.html

Ver:

http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2012/noticias/0,,OI5708778-EI18004,00-Com+Kaka+na+mira+PSG+pode+ter+R+milhoes+para+gastar.html

Ver:

http://espn.estadao.com.br/leonardobertozzi/post/240289_DE+ONDE+VEM+A+GRAN*A+COMO+FATURAM+OS+20+CLUBES+MAIS+RICOS+DO+MUNDO

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