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O futuro da Boeing sem ser fornecedora de caças militares

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A empresa norte-americana Boeing, uma das maiores fabricantes de aeronaves civis e militares do mundo, se prepara para uma reestruturação interna na sua Divisão de Defesa, Espaço e Segurança, após o programa Joint Strike Fighter (JSF, na sigla em inglês) de renovação da frota de caças táticos da Armada dos Estados Unidos passar a ser conduzido integralmente pela concorrente Lockheed Martin Corp..

O projeto do F-35 Joint Strike Fighter, orçado em US$ 400 bilhões, que, na teoria, vem para substituir os jatos F/A-18E/F Superhornet e F-15E Strike Eagle, iniciou em 2001 por meio da disputa de quem das duas principais fabricantes norte-americanas ficaria a cargo de desenvolver os novos jatos.

Com a escolha da Lockheed Martin Corp., a Boeing elabora um plano que cederia o mercado de caças militares para a Lockheed em prol de manter o desenvolvimento e aperfeiçoamento nos jatos comerciais, de acordo com reportagem veiculada pelo periódico Wall Street Journal.

Ainda segundo notícia do WSJ, Chris Chadwick, diretor-presidente da Divisão de Defesa, Espaço e Segurança da Boeing anunciou cortes nos custos, como consequência da perda da fatia de mercado no futuro, adaptando-se para tempos em que o orçamento militar promovido pela nova política externa de Washington tende a ser mais reduzido. Nesse sentido, a fabricante estadunidense reduziu os gastos em defesa para US$ 4 bilhões/ano no último triênio, gerando, portanto, uma massa de desempregados. A meta, segundo a reportagem, é reduzir os custos em mais US$ 2 bilhões, já que o objetivo das Forças Armadas não só as dos EUA, mas de outros Estados que promovem negócios com a Boeing, é priorizar o preço dos negócios em detrimento da capacidade técnica e eficiência dos armamentos adquiridos.

Por essa medida, de acordo com Jim McNerney, Diretor-Presidente da companhia, para que os negócios em Defesa não sejam preocupantes e suportem a receita anual, que é de aproximadamente seja de US$ 30 bilhões/ano, seriam necessário novos contratos, tais como as propostas de um novo bombardeiro de longo alcance, ou dos jatos de treinamento que foram apresentados pela Boeing para a Força Aérea dos EUA, bem como o programa de drones para a Marinha, denominado Unmanned Carrier Launched Surveillance and Strike (UCLASS, na sigla em inglês). Para investidores, McNerney afirmou que ganhar alguns desses contratos reduziria o risco da perda que a divisão de caças acarretaria.

Para especialistas o desafio é grande. No programa de bombardeiros, que é o maior contrato, a Boeing concorre com a Lockheed Martin e com a Northrop Grumman Corp., que, para analistas, apresenta o melhor desenvolvimento. No que remete aos drones para a Marinha (U.S Navy) existem quatro empresas concorrendo. Para o projeto de desenvolvimento de aviões de treinamento existe uma parceria com a companhia sueca SAAB, embora ainda não existam informações consistentes quanto aos rumos desse programa.

Os aviões militares da Boeing ainda são e serão muito utilizados nos próximos anos. Os F/A-18E/F Superhornet lideram os ataques aéreos no norte do Iraque contra a insurgência do grupo autoproclamado Estado Islâmico, já os caças F-15E Strike Eagle tem lotes a serem  entregues para a Arábia Saudita, em 2019.

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Imagem (Fonte)

http://www.defense.gov/dodcmsshare/newsphoto/2005-05/050525-F-5040D-040.jpg

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Fontes Consultadas:

Ver:

http://www.northropgrumman.com/Capabilities/MilitaryAviation/Pages/default.aspx

Ver:

http://www.navaldrones.com/UCLASS.html

Ver:

http://www.jsf.mil/leadership/index.htm

Ver:

http://www.boeing.com/boeing/bds/military_aircraft/strike/index.page?

Ver:

http://www.boeing.com.br/Produtos-e-Servicos/Defesa,-Espaco-Seguranca

Ver:

http://br.wsj.com/news/articles/SB10608297325219184784504580162680606234638?tesla=y&linkSource=valor&mg=reno64-wsj&url=http://online.wsj.com/article/SB10608297325219184784504580162680606234638.html?linkSource=valor

Victor José Portella Checchia - Colaborador Voluntário

Bacharel em Relações Internacionais (2009) pela Faculdades de Campinas (FACAMP), Especialista em Direito Internacional pela Escola Paulista de Direito (EPD) e Especialista em Política Internacional pelo CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais). Atuou em duas grandes multinacionais do setor de tecnologia e na área de Cooperação Internacional na Prefeitura Municipal de Campinas com captação de recursos externos, desenvolvimento de projetos na área econômica e comercial e buscando oportunidades de negócios para o município. Atualmente é Consultor de Novos Negócios na Avanth International em Campinas/SP. Escreve semanalmente sobre América do Norte com foco nos Estados Unidos.

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