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Na última semana, o Parlamento finlandês começou a debater sobre o futuro da Defesa do país, por meio da divulgação de um relatório específico do setor, o qual aponta sugestões de âmbito operacional em consonância a realidade atual. Dentre os aspectos mencionados, prevalecem como objeto de intensa conversação: a compra de novos caças para a substituição dos Hornets; com orçamento de 7 a 10 bilhões de euros; a aquisição de quatro navios para a Marinha, no valor estimado de 1,2 bilhão de euros; e o acréscimo de 30% no quantitativo de soldados em prontidão, com o contingente elevando-se de 230.000 para 296.000 soldados, sendo que, em 2012, o número era de 350.000.

Os partidos políticos não discordaram da proposta apresentada, porém divergiram quanto aos custos políticos e financeiros do projeto, devido ao baixo aquecimento da economia finlandesa e ao déficit que poderia advir aos setores sociais por carência de recursos, conforme é observado na declaração da parlamentar Krista Mikkonen, do Partido Verde Finlandês: “Os verdes estão comprometidos com o desempenho e a substituição dos equipamentos envelhecidos da Marinha e da Força Aérea. Nós não estamos comprometidos com qualquer nível de financiamento em contratos de defesa que sejam financiados pelo corte de serviços de bem-estar”.

O parlamentar Markus Lago Negro, da Aliança de Esquerda, também não é favorável a pauta de Defesa nas condições apresentadas pelo relatório, e declarou: “Nós não concordamos com a quantidade de contratos de substituição. Nós também questionamos a estimativa de preço mostrada de 7 a 10 bilhões de euros. É simplesmente demais num país como esse, que vive um desemprego em massa, entretanto o mesmo possui como ideia alternativa o desenvolvimento de um complexo industrial militar capaz de liberar a Finlândia de qualquer inconveniente com relação a alinhamentos permanentes com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Os partidários pela ampliação de recursos para a Defesa salientam que é necessário maior volume de finanças com o propósito de ter um setor credível e não defasado, e, desta forma, almejam para este ano um montante de 80 milhões de euros, com graduais aumentos até o marco de 150 milhões de euros, em 2020, de acordo com a recomendação original do Relatório de Defesa. Segundo a declaração do Ministro finlandês da pasta, Jussi Niinistö, “O aumento do número de tropas não é um truque técnico, mas o aumento real na força” em correlação à aplicação de ações realistas, de acordo com as necessidades do Estado.

Conforme os analistas, é preciso mencionar que todo o país precisa realmente renovar seus equipamentos militares, visto que ambos possuem seu período de vida útil, porém o fato de aumentar o contingente de soldados aptos à guerra demonstra que a Finlândia observa preocupação com os rumos da segurança regional, em meio a murmúrios de supostas atuações russas no local. Todavia é importante afirmar que o equilíbrio fiscal também deve ser digno de consideração, pois, sem recursos, torna-se impossível articular uma boa gestão no âmbito básico das políticas públicas de um Estado, somando-se o aumento das despesas militares.

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Imagem 1 Brasão de Armas da Finlândia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/ae/Coat_of_arms_of_Finland.svg/1000px-Coat_of_arms_of_Finland.svg.png

Imagem 2 Ministro da Defesa da Finlândia, Jussi Niinistö” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/14/JussiNiinist%C3%B6Heureka2015Ulko%26turvallisuuspoliittinenpaneeli_11.JPG/776px-JussiNiinist%C3%B6Heureka2015Ulko%26turvallisuuspoliittinenpaneeli_11.JPG

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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