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No início deste mês (novembro), o Governo dinamarquês anunciou seus planos de implementar uma nova estratégia para a região do Ártico, com foco nas áreas de ensino e pesquisa. O objetivo do projeto é fortalecer a produção de conhecimento nacional e internacional sobre o bioma, por meio de cooperação estreita com os governos da Groelândia e das Ilhas Faroé, e fomentar à Dinamarca um papel de destaque na coordenação de debates climáticos e ambientais nos fóruns internacionais.

Os dinamarqueses são cientes da ambição de seu projeto e pretendem estimular as investigações na sua sociedade, mediante uma iniciativa piloto de preparação acadêmica e de financiamento na Groelândia e nas Ilhas Faroé (regiões autônomas da Dinamarca), assim como na facilitação de acesso aos dados para os pesquisadores. Nesta situação a Ministra da Educação e Pesquisa da Dinamarca, Ulla Tørnes, afirmou: “A Dinamarca deve ser no mapa do mundo uma das principais nações de ensino e pesquisa sobre o Ártico” e “O que acontece no Ártico afeta o mundo inteiro, como na forma de mudanças climáticas. Quanto mais conhecimento sobre o Ártico os jovens tiverem será central para a Dinamarca”.

A nível global, é do interesse dinamarquês o estabelecimento de uma base na Groelândia para coleta e análise de dados com vista a formar um centro internacional de pesquisa e, desta forma, possibilitar a atração para o Ártico de países com interesses estratégicos capazes de contribuírem cientificamente e financeiramente para o desenvolvimento de novas abordagens de pesquisa.

Nesta perspectiva, o diplomata dinamarquês Peter Taksøe-Jensen sugeriu a inclusão da articulação do centro internacional no relatório sobre política externa do país, e declarou: “Há cientistas de todo o mundo que têm interesse em vir para o Ártico, e que tem fundos em seus países de origem. Poderia ser, por exemplo, da China ou da Índia, não devemos ter medo – nem mesmo no Ártico. Se eles vêm com projetos de pesquisa interessantes e contribuem, então devemos também abrir as portas para eles”.

De acordo com os analistas, a Dinamarca observou um caminho eficaz de dinamizar a tecnologia e pesquisa ambiental no país, a qual poderá ser de grande valia à projeção da imagem do Estado como ator chave para a solução de problemas globais, todavia, caso Copenhague não obtenha parceiros internacionais dispostos a fazerem investimentos na área, o projeto poderá vir a extinguir-se. Logo, em primazia, cabe aos dinamarqueses serem independentes e darem início ao impulso do Ártico, se desejam ser uma potência neste setor.

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ImagemReino da Dinamarca e regiões” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/35/Kingdom_of_Denmark_in_its_region_%28special_marker%29.svg/1000px-Kingdom_of_Denmark_in_its_region_%28special_marker%29.svg.png

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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