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O interesse nacional queniano sobre o petróleo: Governo e Sociedade

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Em uma mesma semana, duas notícias contrastantes com a exploração do petróleo no Quênia. Por um lado, o Embaixador do Quênia em Angola, Peter Gitau, entrou em acordo com o Chefe de Estado da Angola, José Eduardo dos Santos, em variados assuntos, sendo um deles o intercâmbio de experiências em questões petrolíferas. De acordo com Gitau, o Presidente angolano expressou a disponibilidade em compartilhar expertise sobre treinamentos e explorações em campos de petróleo[1].

Por outro lado, mais uma comunidade protesta contra a exploração de petróleo e a consequente marginalização dos nativos da região. Dessa vez, o imbróglio ocorre na localidade de Badada, no condado de Wajir. Segundo os moradores, questões como compensações e redução dos danos ambientais não estão claros. Além disso, de acordo com o líder comunitário Ibrahim Sheikh Mohamud, todos os trabalhos e contratos têm sido direcionados para pessoas que não são da região, o que pode gerar uma ruptura no frágil equilíbrio da harmonia entre os diferentes clãs nos arredores da localidade[2].

Espera-se que o país comece a produzir petróleo em 2017, através dos esforços das empresas Tullow Oil (Reino Unido) e Africa Oil Corporation (Austrália). Além do potencial contido nas reservas de petróleo, o país tem grandes aspirações nesse ramo, pois através do Porto de Mombasa, o maior do leste africano, será possível reduzir o custo logístico dos equipamentos e das exportações[3].  

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Imagem (Fonte):

http://www.pennenergy.com/content/dam/Pennenergy/online-articles/2014/07/Kenya%20oil%20gas%20sunset.JPG

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Fontes Consultadas:

[1] VerAll Africa”:

http://allafrica.com/stories/201409130272.html

[2] VerStandard Digital”:

http://www.standardmedia.co.ke/thecounties/article/2000135041/community-protests-oil-exploration-in-wajir-cites-isolation

[3] VerBusiness Day”:

http://businessdayonline.com/2014/07/kenya-to-become-oil-producer-by-2017/#.VBdR9JRdWuo

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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