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[:pt]O investimento russo na tecnologia de transporte tubular[:]

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Na última semana, o Fundo de Investimento Direto da Rússia anunciou apoio financeiro no projeto de transporte tubular a vácuo Hyperloop One, cuja tecnologia vanguardista teve início por meio das pesquisas de Elon Musk, criador das empresas Space X e Tesla, nos Estados Unidos. Em teoria, o novo sistema permitiria viagens e transporte de cargas a uma velocidade de 1.220 Km/h, mediante o uso de cápsulas que percorreriam trajetos dentro de tubulações.

O projeto é inovador e representa a extensão de uma nova fronteira tecnológica na esfera de transporte de cargas e de passageiros, cujo direcionamento produziria uma revolução logística sem precedentes, à medida que viabilizaria ampliar o comércio interno e externo de qualquer Estado e reestruturar a concepção tradicional de espaço-tempo. Todavia, os recentes testes feitos, em maio, apontaram o atingimento de somente 120 Km/h, o que indica a necessidade de maior aperfeiçoamento técnico.

A decisão do Fundo é vista com bastante surpresa pelos economistas e especialistas russos, sobretudo, em razão da funcionalidade da instituição que possui o objetivo de dar suporte a empresas nacionais, entretanto a percepção da ação é estratégica, tanto que o próprio Diretor do Fundo, Kirill Dmitriev, afirmou: “Nossos investimentos no projeto Hyperlook One abrirão acesso às mais modernas tecnologias. Junto aos nossos parceiros internacionais, o Fundo ajudará no desenvolvimento do projeto não só na Rússia, mas também em mercados do Extremo Oriente e da Ásia”.

O ânimo com o transporte tubular não é só econômico, mas também político, visto que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou interesse no projeto durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, em junho deste ano (2016). O capital de investimento é incerto e os economistas estimam que não ultrapassará os US$ 100 milhões, todavia o Ministro dos Transportes do país, Mikharil Sokolov, frisou o interesse sino-russo na questão, no tocante ao transporte de cargas de províncias do norte chinês ao porto russo de Slavianka, no Extremo Oriente.

Segundo os analistas, a existência de um transporte supersônico poderia contribuir ao menos em dois setores econômicos: o comércio exterior e o turismo. No primeiro, o avanço traria uma maior dinâmica no mercado de exportações russo, sobretudo para a Europa e Ásia, e, globalmente, resultaria na queda de preços, em observância aos princípios de livre mercado, cuja tendência intensificaria o aumento da competitividade mundial. No segundo, facilitaria os deslocamentos e possivelmente a livre circulação de pessoas no território russo, a partir de conexões específicas, de modo a estimular a ascensão de múltiplos mercados regionais e o desenvolvimento de novos polos culturais.

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ImagemHyperloop One em 3D” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/87/UWaterlooTeamWaterloopPod.jpg

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Fontes consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] País investirá em transporte tubular” (Acesso: 21.07.2016):

http://gazetarussa.com.br/economia/2016/07/21/pais-investira-em-transporte-tubular_613771

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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