LOADING

Type to search

O Japão atual ainda resolve os seus problemas imperiais

Share

Durante a “Era do Japão Imperial”, muitos territórios do leste ao sudeste e sul do continente asiático viveram sob domínio japonês, um poderio que se encerrou ao final da “II Grande Guerra”, em 1945.

Embora vários territórios tenham sido devolvidos aos Estados originários, alguns permaneceram sob soberania japonesa e outros passaram a ser administrados pelas demais potências mundiais. Até o momento, vários deles têm gerado grandes preocupações a Tókio e afetam diretamente a estabilidade da região. Ao norte do seu território, o Japão (Nihon) disputa a soberania de ilhas com a Rússia. Ao sul, ele disputa áreas com a China, com Taiwan e com outros países do sudeste asiático.

 

Atualmente, o Governo japonês decidiu processar a “Coreia do Sul” no “Tribunal Internacional” pela questão da ilha Dokdo. Esta ilha, conhecida pelos japoneses como “Take Shima”, é motivo de discussão entre Seul (Coreia do Sul) e Tókio (Japão), e recebeu uma visita do presidente sul-coreano Lee Myeong-Bak na semana passada para demonstrar que aquele território é de total responsabilidade coreana e deve submeter-se à administração do seu Governo.

Este é mais um caso que merece atenção na política regional, pois, atualmente, as disputas territoriais vem ganhando destaque na mídia e, de acordo com observadores internacionais, em alguns casos elas são distorcidas, tornando-se motivos para possíveis conflitos armados.

Ao longo dos últimos três anos, mais que motivos para discussões e conflitos, percebe-se que o Japão está em constante disputa com seus vizinhos e, com a redução da presença dos Estados Unidos em seu país, ele caminha para o confronto direto e simultâneo contra as maiores potências da região, sem ter um aliado forte nestas contendas.

Em um momento de “Crise Econômica Internacional”, de ameaças à segurança na região oriundas da “Coreia do Norte” e pela atual situação japonesa, em processo de recuperação pós-Tsunami e acidente nuclear, quaisquer deslizes diplomáticos podem ser prejudiciais para o país e deixá-lo em posição desconfortável diante das grandes negociações regionais.

———————-

Fonte:

Ver:

http://portuguese.cri.cn/561/2012/08/11/1s154841.htm

Tags:
Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!