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O legado de Putin para a juventude da Federação Russa

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Vladimir Vladimirovich Putin dirige a Rússia há 18 anos, dos quais 14 como Presidente e, com o resultado das eleições realizadas em março de 2018, irá governar esta nação por mais 6 anos (até 2024), tornando-se o líder russo com mais longevidade no poder desde Josef Stalin (líder da União Soviética de 1922 a 1953). Considerado, por analistas políticos, como o fundador do Estado Russo pós-soviético e legitimador da ideologia do “putinismo, que é assentada no preceito de “Estado forte” ultracentralizado, conseguiu uma performance impressionante no último pleito eleitoral (76,7% dos votos), não só pelos seus feitos político-econômicos nos últimos anos, mas, também, pela notável aceitação da população jovem da Federação Russa.

Jovem vendendo camisa do Putin

Com uma população de aproximadamente 142,3 milhões de habitantes, a Rússia possui uma estrutura etária de jovens entre 0 e 24 anos, em torno de 26,6% da população total (segundo o último levantamento do The World Factbook of CIA – Central Intelligence Agency), sendo que a grande maioria desses jovens, nasceram e cresceram sob a égide do governo Putin.

O que poderia se mostrar como revolta e oposição ao regime do seu governante, por estar há tanto tempo no poder, a grande maioria dos jovens russos transformou sua posição em apoio massivo e elevou ao quase nível de culto a figura de Putin, demonstrado nas urnas pela votação pró-candidato, em torno de 88% dos eleitores entre 18 e 24 anos, segundo dados de institutos de pesquisas eleitorais.

Encontro com jovens

O legado de grande líder que Vladimir Putin está deixando para a juventude russa é baseada nas mais variadas alegações de jovens que foram testemunhas dos relatos de seus pais que sofreram com a crise econômica dos anos 1990, que acarretou a escassez de alimentos aliada a forte presença de máfias organizadas por todo o país e que, com a entrada de Putin no poder, rapidamente foram eliminadas com políticas econômicas e sociais, melhorando a vida da população.

Segundo analistas que estudam as questões sociais da Rússia, os jovens têm anseios pelos valores liberais tão disseminados pelo ocidente, mas, acima de tudo, eles ainda preferem um líder com ares autoritários que dê garantias da estabilidade tão sonhada pelos russos e que tão poucas vezes existiu na história.

De acordo com os analistas Ivan Krastev* e Gleb Pavlosvki**, num estudo do European Council on Foreign Relations, o Kremlin e, principalmente Putin, têm a noção dos medos da sociedade russa em retornar a tempos sombrios e, a partir deste preceito, estão investindo pesadamente na construção de uma Rússia onde o jovem tenha uma maior participação efetiva na política, na religião e na diplomacia, garantindo uma estabilidade que será necessária no final do mandato presidencial pois, não é sabido quem ou qual tipo de regime político, substituirá o atual Presidente, e também tendo a convicção de que a Rússia pós-Putin, não necessitará de um simples sucessor — como ele o foi de Boris Yeltsin — mas de uma “geração sucessora”.

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Nota:

* Ivan Krastev é presidente do Centro de Estratégias Liberais, em Sofia, Bulgária, e membro permanente do IWM (Institut für die Wissenschaften vom MenschenInstituto de Ciências Humanas), em Viena, Áustria.

** Gleb Pavlovsky é presidente do “Instituto da Rússia”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Jovens russos” (Fonte):

https://4.bp.blogspot.com/-L6knKT2UEdw/WI-3WHzlCdI/AAAAAAAAAPQ/76uCDvt9Fu4twkizjyMF6siUrgKJt6RlgCLcB/s1600/jovens%2Brussos.jpg

Imagem 2 Jovem vendendo camisa do Putin ” (Fonte):

https://www.demorgen.be/fotografie/vladimir-poetin-mode-en-kunsticoon-f3febdc5/

Imagem 3 Encontro com jovens ” (Fonte):

https://secure.i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02671/putin-armwrestling_2671649c.jpg

                                                                                     

Edson José de Araujo - Colaborador Voluntário

Bacharel em Ciências Econômicas pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA) e pós-graduado em Economia de Empresas pela FEA-USP. Especialista em finanças (FP&A) com mais de 20 anos de experiência em empresas multinacionais na área de Planejamento Financeiro e Controladoria com certificação 6Sigma Green Belt. Atuou durante 7 anos como educador no Projeto Formare da Fundação Iochpe ministrando aulas sobre Ética, Sociedade, Política e Democracia. Atualmente é pós-graduando em Política e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Tem grande interesse nas áreas de Geopolítica, Relações Internacionais e Economia Política Internacional.

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