LOADING

Type to search

[:pt]O lugar das cidades na agenda do desenvolvimento sustentável e a Habitat III[:]

Share

[:pt]

Atualmente, as cidades ocupam aproximadamente 2% das terras do Globo. Contudo, elas amontoam 70% da economia – em Produto Interno Bruto –; 60% do consumo global de energia; 70% da emissão de gases de efeito estufa e 70% do desperdício global. Por essa razão, assuntos relacionados ao desenvolvimento urbano e ao papel das cidades no desenvolvimento sustentável tem tomado relevância ao longo dos anos.

Em outubro deste ano (2016), as Nações Unidas organizarão a Terceira Conferência sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável, a Habitat III, com o objetivo de promover um novo modelo de desenvolvimento urbano e alinhar os planejamentos das cidades e metrópoles com as estratégias de desenvolvimento social e econômico.

A urbanização não é uma preocupação recente nas agências especializadas das Nações Unidas, tendo como ponto de partida a Habitat I (1976) e a Habitat II (1996), além do enquadramento do desenvolvimento urbano em outros eventos e documentos paralelos, como no Relatório Brundtland (1987), na Conferência Rio 92 (1992), na adoção dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2000), na Conferência Rio+20 (2012), na adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (2015) e na Cop21 (2015).

Com os atuais desafios referentes ao desenvolvimento social, econômico e ambiental, como a segurança, a habitação, o saneamento e o acesso a transportes, as autoridades locais são as primeiras a se verem cobradas pela população. Por essa razão, diferentemente da Agenda do Milênio, quando as estratégias locais referentes à fome e à miséria ganharam mais destaques, a Agenda 2030, ligada à sustentabilidade, deverá fortalecer as experiências e os casos de sucessos alcançados pelas instâncias locais, com o intuito de reforçar a possibilidade de desenvolver sem comprometer o meio ambiente.

Para tanto, o mundo contará com três balizadores normativos para dar suporte à agenda de desenvolvimento urbano, sendo eles, o ODS nº 11; o Marco de Ação de Sendai – para a redução do risco de desastres; e o documento síntese que será gerado na Conferência Habitat III. Juntos, eles servirão para expor os desafios comuns das localidades, as experiências exitosas e a trajetória para os próximos 15 anos.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

https://unhabitat.org/wp-content/uploads/2015/04/HIII-Home2.png

[:]

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.