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O mês de fevereiro: extremos climáticos no mundo e início das discussões políticas para a próxima COP

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Como os especialistas vem demonstrando, os dias de calor cada vez mais frequentes que temos sentido não são apenas aparentes, mas reais.  E, destaca-se, 2013 foi um ano especialmente quente, mais precisamente o sexto mais quente na Terra desde 1850, segundo dados da “Organização Meteorológica Mundial” (OMM).

De acordo com o Estudo elaborado, a superfície da terra e dos oceanos superou em 0,50o C a média calculada no período de 1961 a 1990 e em 0,03o C a medida na última década. Segundo o “Secretário Geral da OMM”, Michel Jarrad, a propensão da elevação das temperaturas é uma tendência, considerando o aumento do volume de gases do efeito estufa na atmosfera.  Também se observa que, desde 1850, quando as questões climáticas começaram a ser observadas de forma sistemática, 13 dos 14 anos mais quentes registrados ocorreram a partir de 2001, sendo os recordes históricos pertencentes a 2010 e 2005 (+0,55oC).

Deve-se destacar que o fenômeno “El Niño”, em 1998, foi responsável por significativa elevação da temperatura global naquele ano, porém, o ano de 2013 não teve influência de nenhum fenômeno climático, mas do aumento histórico da concentração de dióxido de carbono na atmosfera: 400 partes por milhão.  Esse nível é, para os cientistas climáticos, o nível limite para evitar os piores cenários ambientais. 

Conforme o “United Nations Framework Convention on Climate Change” (UNFCCC), a temperatura média do planeta pode aumentar entre 2 e 6 graus centígrados até o final deste século. Entre as muitas consequências, estima-se o degelo, tempestades mais violentas (como as ocorridas recentemente na Espanha), a ampliação dos períodos cíclicos de chuvas e secas (como vemos no Brasil), impactos sobre a biodiversidade e outros.

É importante observar os esforços dos Governos federal e estaduais brasileiros na implementação de políticas públicas para mitigar as mudanças climáticas.  Destaca-se a reunião prevista para o dia 26 de fevereiro, entre o “Governo Federal” e a “Sociedade Civil”, para a avaliação da COP-19/CMP-9 e início dos preparativos para a COP-20/CMP-10.

Em relação aos Estados brasileiros, é importante mencionar o Relatório recém-lançado contendo as “Contribuições dos Estados do GCF Brasil para a Estratégia Nacional de REDD+”, disponível no site do “Governors’ Climate and Forest Task Force” (GCF)*.

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* Sobre o GCF: Criado em 2008, o “Governors’ Climate and Forest Task Force” (GCF) foi estabelecido entre Governos subnacionais do Brasil, “Estados Unidos” e Indonésia.  Atualmente é composto por 19 Governos subnacionais, incluindo “Madre de Dios” (Peru), “Cross River” (Nigéria), Campeche e Chiapas (México) e Catalunha (Espanha).  O objetivo do GCF é trocar experiências quanto à implementação de políticas públicas ambientais, tais como as relacionadas a REDD, ao mercado de carbono e outrosDetalhes: www.gcftaskfore.org

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2014/02/1407846-2013-foi-o-sexto-ano-mais-quente-desde-1850-diz-agencia-da-onu.shtml

Ver:

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/02/fantastico-explica-calor-extremo-deste-verao-no-brasil.html

Ver:

http://www.gcftaskforce.org/documents/contributions_national_REDD+_strategy_proposal_allocation-state_union_EN.pdf

Ver:

http://politica.elpais.com/politica/2014/02/07/actualidad/1391806770_014138.html

Ver:

http://ccaa.elpais.com/ccaa/2014/02/15/paisvasco/1392462469_609864.html

Ver:

http://politica.elpais.com/politica/2014/02/06/album-01/1391707186_226392.html

Ver:

http://www.rtve.es/alacarta/videos/espana-directo/espana-directo-mariscadoras-advierten-del-desastre-mar/2402699/

Ver:

http://www.rtve.es/v/2402699

Ver:

http://www.coepbrasil.org.br/portal/Publico/apresentarArquivo.aspx?TP=1&ID=8fc52b23-e5bb-4039-96dd-2cacdee9e008&NOME=Relatorio+Final+da+Pesquisa

Ver:

http://www.mma.gov.br/redd/index.php/o-que-e-redd

Ver:

http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas

Bernhard Javier Lago Smid - Colaborador Voluntário Sênior

Doutor pela ESC Rennes (França), possui Mestrado em Negócios Internacionais pela Munich Business School (Alemanha) e MBA em Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas (Brasil). Atualmente, é Diretor Executivo do Instituto de Capital Natural da Amazônia – ICNA, uma ONG com sede em Manaus (Brasil), que atua em questões relacionadas ao meio ambiente e ao clima (silvicultura, REDD+, pagamento por serviços ecossistêmicos, análise de políticas e assuntos governamentais). Através do ICNA, Bernhard compõe o CCT sobre Salvaguardas de REDD, estabelecido pelo Ministério do Meio Ambiente. Além de seu trabalho no ICNA, é relevante mencionar seu envolvimento com a empresa Matchmaking Brazil, que presta consultoria e apoio em gestão empresarial, gestão da qualidade, comércio exterior e promoção de comércio internacional. Adicionalmente, é associado sênior e membro da comissão de relações de mercado na Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (ABRIG) e Membro do Conselho Diretor da Climate Markets & Investment Association (CMIA), com sede em Oxford – UK. Adicionalmente, ele participa frequentemente de vários treinamentos e workshops sobre agronegócios e mudanças climáticas, incluindo o treinamento oferecido pela International Carbon Action Partnership – ICAP, Alemanha, para Líderes de Países Emergentes e em Desenvolvimento; a Summer School sobre mudanças climáticas e a adaptação de cidades e áreas metropolitanas (Havencity University de Hamburgo, Alemanha); e o curso técnico em agronegócios (CNA / SENAR).Viajar e aprender novas culturas são a paixão de Bernhard, que já teve a oportunidade de viajar por prazer e trabalhar para um grande número de países. É fluente em português, inglês, espanhol e alemão. Outros detalhes estão disponíveis no Linkedin: http://www.linkedin.com/in/bsmid

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