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Independentemente do curso que a Revolução Cubana tomou, os esportes da maior ilha do Caribe tiveram um desenvolvimento invejável para os Estados que almejam o posto de “potência olímpica”.

A transformação no meio esportivo acompanhou a “reforma do sistema de ensino” promovida que buscou universalizar a educação tornando-a acessível a todos e fez a aula de “Educação Física” matéria obrigatória na grade curricular. Anos depois, o esporte ainda é visto pelo Governo cubano como um direito inalienável dos cidadãos, tornando possível a transformação de Cuba em uma potência esportiva, algo comprovado por números.

 

Estima-se que, atualmente, a média seja de 1 professor de “Ed. Física” para cada 348 habitantes, sendo que 45% da população (mais de 5 milhões de habitantes) é praticante de algum esporte e 23 mil (0,5%) são participantes de programas públicos para atletas de alto rendimento.

Até a aplicação desta filosofia, Cuba havia ganhado 13 medalhas olímpicas, sendo 12 delas na esgrima, com Ramón Fonst, o primeiro latino-americano campeão olímpico na modalidade. Hoje, a pouco mais de um mês das “Olimpíadas de Londres”, a Ilha soma 158 medalhas, muitas graças a esportes individuais, como o boxe, judô e o atletismo. Mas tendo os esportes individuais maior peso, não há como esquecer as equipes de vôlei, masculina e feminina dos anos 1990, vitoriosas de “Campeonatos Mundiais” e medalhas em Olimpíadas, sendo muitas delas sobre a seleção brasileira.

A evolução do esporte cubano não ficou restrito aos atletas, mas também conta com um centro de treinamento específico para a formação de treinadores, o que resultou na emigração de, aproximadamente, 11 mil profissionais entre 1995 e 2005 para trabalhar em 97 países diferentes. 

Entretanto, apesar de todas as vitórias conquistadas, o esporte cubano já não tem mais a mesma força. O fim da URSS (que destinava bilhões de dólares anuais ao Governo cubano a títulos perdidos) e o embargo econômico (dos EUA) fizeram com que os investimentos nos esportes diminuíssem ao longo dos anos, o que, entre outros motivos, tem causado a deserção de inúmeros atletas.

Enquanto alguns citam incompatibilidade política e pobreza como motivos para buscarem asilo político, existe também a questão de o esporte não ser algo profissionalizado em Cuba. Os atletas dispõem de centros de treinamentos, mas não contam com Ligas profissionais.

Aos poucos, o exemplo cubano começa a decair e os últimos resultados em Olimpíadas e em “Jogos Pan-Americanos” demonstram isso. No espaço de 16 anos, entre as “Olimpíadas de Barcelona”, em 1992, e as de “Pequim”, em 2008, o país saiu da 4ª posição no quadro geral de medalhas para a 28ª colocação.

Conforme tem sido destacado por analistas, seja esse o fim de uma grande potência do esporte, ou apenas um período transitório, fica o exemplo de um modelo que pode ser adotado por um país para alcançar o posto de potência mundial do esporte e, independentemente das questões políticas ou ideológicas, deve ser observado como um “estudo de caso” por profissionais e estadistas.  

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Fontes:

Ver:

http://olimpiadas.uol.com.br/ultimas/2008/02/20/ult5584u477.jhtm

Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pequim-confirma-decadencia-cubana,230291,0.htm?reload=y

Ver:

http://www.dcs.pucminas.br/coreu/omundo/index.php?page=noticias/cuba-um-exemplo-nos-esportes

Ver:

http://www.cubaminrex.cu/english/HumanRights/Cuba/Sports.html

Ver:

http://trivela.uol.com.br/blog/menon/bloqueio-dos-eua-e-desercoes-levam-cuba-decadencia-esportiva-esperanca-e-o-boxe/

Ver:

http://datos.bancomundial.org/pais/cuba

Ver:

http://www.historiamais.com/revolucaocubana.htm

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