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[:pt]O Movimento Rosa Preta e as manifestações LGBT na Suécia[:]

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A Suécia é um país de referência na pauta de propagação da ideologia de gênero e isto significa que os suecos abrigam, em seu interior, a ascensão de um projeto de poder, cuja máxima clama pela valorização da identidade sexual dos indivíduos, em detrimento de suas origens biológicas. Os adeptos da teoria de gênero afirmam que o ser humano pode escolher a forma de expressão sexual que lhe convenha, pois o correto é buscar a liberdade a partir da rejeição da ordem biológica e de toda construção cultural que, supostamente, induz as pessoas ao binômio homem e mulher.

Desta forma, prossegue o impulso ideacional da pós-modernidade, que prefere se fundamentar em conceitos do que em fatos científicos, a partir de uma lógica cujo pressuposto básico é a de aceitação. Todavia, para alguns, não basta ter e viver de acordo com sua crença, pois é preciso transformar toda a sociedade que os cerca para se sentirem num ambiente sem pressões, e, neste meio, emergem não apenas grupos defensores da causa das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT), mas, também, grupos de caráter violento, cujo objetivo é abolir toda e qualquer forma de pensamento que se apresenta de forma contrária as suas ações.

O movimento Rosa Preta é uma rede anarco-socialista de caráter não centrista, a qual advoga uma visão de destruição da ordem social vigente, pois, para eles, toda forma de hierarquia é uma opressão estatal, ou de algum grupo social, e somente uma revolução nestes moldes poderia trazer ao homem uma vida livre e plena. Por causa do desejo de reformulação cultural, os adeptos desta ideologia política tendem a apoiar as premissas da ideologia de gênero, à medida que se observa a identificação de propósitos. Todavia, quando a divergência começa a ampliar, o que transparece é a imagem de militantes da Rosa Preta em atuação de intimidação durante manifestações públicas de grupos LGBT, em diversas cidades suecas.

Em Estocolmo, Malmö e Gotemburgo costumam aparecer pessoas de máscara nas cores rosa e preto e com óculos escuros, as quais iniciam uma série de ações confusas e extremas durante os festivais de orgulho LGBT. Uma manifestação violenta que preocupa e deixa os participantes receosos com a segurança. A presidente do grupo Moderados Abertos do Sul, Edith Escobar, menciona a sensação popular por causa do medo dos extremistas nas manifestações: “Eles tinham que terminar as celebrações por causa do medo do rosa e preto. Todos se sentem compelidos a mudar suas camisas de partido antes que eles se atrevam a deixar a área de festival”. A própria afirmou sua experiência com o Rosa Preta ao relatar que “foi cuspida e cercada a gritos por mascarados Rosa Preta”.

O primeiro vice-presidente do Conselho de Administração do Orgulho do Ocidente, Tobias Björk, declarou: “Nós estamos mantendo o desfile em Gotemburgo, o qual tem sido criticado por não fazer o suficiente para proteger os participantes de extremistas de esquerda, inclusive de membros do governo municipal e do sindicato da polícia. Quando entrei para os Moderados Abertos ouvi as ameaças rosa e preto gritando morte contra nós”.

Na contramão do clima de hostilidade, um indivíduo Rosa Preta, de nome Ida, afirma: “Nós somos anarquistas e estranhos e queremos fazer uma luta coletiva e de resistência”. Ao dizer sua versão dos acontecimentos, Ida menciona: “Nós queremos destruir para que aqueles que nos destruíram parem de andar em desfiles. Alguns provavelmente pensam que somos estúpidos, mas eles não entendem a luta que é ser transexual, ou estranho. Eu não posso ficar de braços cruzados e assistir enquanto os nossos inimigos vão para o comboio”.

Segundo os analistas, é imprescindível compreender dois aspectos presentes no âmago do movimento Rosa Preta e LGBT. O primeiro é a questão da liberdade, seja no plano individual ou coletivo, a qual se confunde com libertinagem, à medida que o respeito pelo outro sofre declínio, em detrimento de imposições sociais sem nenhum debate prévio. O segundo é o caráter violento e manipulativo presente nos respectivos movimentos, cuja tendência encaminha o homem para um desfecho de auto-anulação libertária e de confusão psicossocial, à medida que se almeja uma superação humanista, incapaz de ser autossustentável.

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ImagemBandeira do Anarquismo Queer” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b2/Anfem.svg/1000px-Anfem.svg.png

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Fontes consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1]Além da ameaça à Paradas do Orgulho da Suécia” (Acesso: 29.07.2016):

http://www.expressen.se/nyheter/det-okanda-hotet-mot-sveriges-prideparader/

[2]Grupo militante ameaça policiais gays” (Acesso: 29.07.2016):

http://na.se/nyheter/orebro/1.4114599-militant-grupp-hotar-gaypoliser

[3]Tobias Brandel: Orgulho sequestrado a partir da esquerda” (Acesso: 29.07.2016):

http://www.svd.se/pride-kidnappas-fran-vanster

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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