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O novo F-35 e o crescente papel da Inteligência Artificial militar

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Assim como diferentes setores militares ao redor do mundo, o Pentágono aumentou drasticamente os seus em investimentos em pesquisa e desenvolvimento para novas tecnologias integradas ao ciberespaço, fazendo uso de algoritmos e Inteligência Artificial (I.A.) para dotar equipamentos e veículos de autonomia cada vez maior. O recém anunciado F-35 Joint Strike Fighter é um caça supersônico de última geração, fabricado pela Lockheed Martin, sendo considerado por muitos especialistas como um “computador voador” e tido como o pináculo desses investimentos.

Logo da Lockheed Martin

Com o intuito de competir com as novas tecnologias desenvolvidas principalmente pela China, o Departamento de Defesa norte-americano destinou 7,4 bilhões de dólares para três áreas estratégicas: big data*; computação na nuvem e inteligência artificial. O fluxo desses investimentos mostra uma crescente preocupação e desejo de manter a superioridade tecnológica das Forças Armadas norte-americanas no futuro próximo.

Segundo Robert Work, ex-vice-Secretário de Defesa, “Avanços rápidos na inteligência artificial – e os sistemas e operações autônomas amplamente aprimorados que eles habilitarão – estão apontando para novas e mais novas aplicações de guerra que envolvem colaboração humano-máquina e equipe de combate” (…) “Essas novas aplicações serão os principais impulsionadores de uma revolução militar-técnica emergente”.

De fato, a utilização de dessas tecnologias por parte de diferentes países é uma crescente preocupação no cenário internacional. Desde ataques cibernéticos a veículos autônomos, a inserção da sociedade atual no espaço cibernético vem gerando outras vulnerabilidades conforme nos tornamos mais dependentes da tecnologia.

Pode-se observar, em especial, uma corrida armamentista cibernética se desenvolvendo entre os EUA e a China, a partir do fluxo de investimentos e desenvolvimento de armamentos, equipamentos e solução militares e logísticas sendo desenvolvidas por ambos os países. Além de ter sido usado como justificativa para o aumento de investimentos do Pentágono nas três áreas chaves descritas anteriormente, os aportes de recursos e desenvolvimento chineses vêm chamando atenção da comunidade internacional.

Um exemplo recente é o primeiro voo de um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) de carga pesada, realizada pela China. Empresas norte-americanas e europeias também têm realizado avanços imprimindo tridimensionalmente peças de aviões, realizando complexas simulações e investindo pesadamente em pesquisa e desenvolvimento.

O cenário atual e futuro das Forças Armadas ao redor do mundo passa a depender cada vez mais do ciberespaço e suas tecnologias, tanto na escala estratégica quanto tática. Mas vale ressaltar que quanto mais se depende dessas novas tecnologias, maior a vulnerabilidade e o risco das mesmas se tornarem alvos em potencial, seja de ataques cinéticos ou cibernéticos.

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Nota:

* Enorme quantidade de dados produzidos por diversos aparelhos e dispositivos do nosso cotidiano.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1F35A Lightning II” (Fonte):

http://www.af.mil/About-Us/Fact-Sheets/Display/Article/478441/f-35a-lightning-ii-conventional-takeoff-and-landing-variant/

Imagem 2Logo da Lockheed Martin” (Fonte):

https://lockheedmartin.com/us.html

Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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