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O setor de petróleo norueguês é um polo mundial de inovação em tecnologia offshore e seu dinamismo deve-se a parceria feita pelos diversos atores sociais que impulsionam sua exploração, produção, bem como pesquisa e desenvolvimento. Porém, após uma recente redução no valor dos barris, verifica-se um leve desaquecimento na economia, algo que trouxe desemprego e despertou preocupação entre os funcionários, sobretudo na capital do petróleo, Stavanger.

Esta realidade é difícil aos dependentes do setor e as expectativas quanto ao presente não são favoráveis, conforme indicam os analistas da Wood Mackenzie, Malcolm Dickson e Ross Cassidy. Afirmam eles: “Não há mais dúvida; Haverá mais cortes petrolíferos[1]. Dentre os motivos, alegam que “os custos de capital e operacionais altos são o maior problema para as empresas de setores noruegueses no Mar do Norte[1]. A projeção para 2016 descreve reduções de custos variáveis a 10% e 20%, enquanto que na pauta de operações podem chegar a 10% em toda Noruega. Até o momento, 15.000 empregos já extinguiram-se no país.

Em contrapartida, o setor de petróleo aposta na operação do campo de Johan Sverdrup, uma das maiores descobertas da plataforma norueguesa, cuja perspectiva para a primeira fase de desenvolvimento “pode criar mais de 50.000 postos de trabalho[2], conforme relatos do jornal Aftenposten.

As perspectivas quanto ao futuro são boas, conforme Eldar Sætre, Presidente e CEO da Statoil ASA, que declarou: “Johan Sverdrup gerará valor de grande importância para a Noruega por várias décadas[2]. Afirmando ainda: “Nossa situação financeira é robusta e mantemos um dividendo estável. Através da nossa significativa flexibilidade no nosso programa de investimentos estamos bem preparados para a fraqueza contínua do mercado e incerteza[3].

O desenvolvimento do campo de Johan Sverdrup dar-se-á em fases e está previsto para iniciar produções no fim de 2019, por meio de uma parceria entre Statoil (que será o operadora), a Lundin Noruega, a Petoro, a Det Norske, a Oljeselskap e a Maersk Oil.

Foi divulgado que, somente em uma fase, se prevê uma faixa de 315.000 a 380.000 barris por dia. Essa notícia estimulou o ânimo do Ministro do Petróleo e da Energia, Tord Lien, o qual pronunciou que o mesmo “vai financiar nosso estado de bem-estar durante muitas décadas no futuro[2].

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Imagem Plataforma em Troll” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Troll_A_Platform.jpg (Acesso em: 14.06.2015)

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Fontes Consultadas:

[1] Ver  A crise do petróleo não afeta mais Stavanger” (Acesso em: 03.06.2015):

http://www.aftenbladet.no/energi/–Oljekrisen-rammer-ikke-Stavanger-mest-3710426.html

[2] Ver Planos de desenvolvimento para o maior e novo campo de petróleo” (Acesso em: 03.06.2015)

http://www.norwaypost.no/index.php/business/oil-a-gass/30618

[3] Ver Ganhos da Statoil para 2014 diminuem em cerca de 30 bilhões de coroas norueguesas” (Acesso em: 03.06.2015):

http://www.norwaypost.no/index.php/business/oil-a-gass/30594

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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