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[:pt]O Plano de Longo Prazo das Forças Armadas da Noruega[:]

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Na última quinzena, o Governo norueguês apresentou no Parlamento suas novas propostas para o Ministério da Defesa, por meio do Plano de Longo Prazo das Forças Armadas, para o período de 2017-2020. A curto prazo, o Plano prevê investimentos no valor de NOK 7,2 bilhões até 2020 (NOK são as Coroas norueguesas. No valor citado, aproximadamente, 861 milhões de dólares norte-americanos) e, ao longo dos próximos 20 anos, na ordem de NOK 172 bilhões (aproximadamente, 20,58 bilhões de dólares norte-americanos). O objetivo de tamanho esforço é melhorar as capacidades estratégicas do país, mediante o aumento do poder de ataque das Forças Armadas e o aperfeiçoamento da Inteligência.

No âmbito de estrutura e modernização, o Plano contempla: a compra de quatro aviões P-8 Poseidon; efetuar o término da aquisição do F-35 Lightning II; adquirir quatro submarinos, possivelmente, Thyssenkrupp Classe 212; e adquirir um navio específico para o Serviço de Inteligência. Além da infraestrutura bélica, o Governo pretende realizar uma série de modificações no sistema de ensino, na administração e na Guarda Costeira.

A Ministra da Defesa norueguesa, Ine Eriksen Søreide, afirmou: O governo vai apresentar um plano de longo prazo para o setor de Defesa, que envolve uma combinação de um reforço financeiro, contínua racionalização e reestruturação. O novo plano de longo prazo visa garantir um equilíbrio real entre tarefas, estrutura e economia. A capacidade operacional das Forças Armadas não está adaptada à situação de segurança e o setor não tem os recursos para operar e manter a estrutura adotada pelo Parlamento”.

De acordo com analistas, o setor defensivo do Estado norueguês encontra-se em defasagem por carência de recursos e falta de interesse governamental, conforme é evidenciado no distanciamento entre o atual e o pretérito Plano de Defesa, feito em 2012, e na exclusão do Exército no recente Plano de Longo Prazo, sob a alegação de que haverá a confecção de um relatório exclusivo.

No tangente a contemporaneidade, a Noruega aparenta ter dificuldades em atingir e manter o índice de 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) no setor de Defesa, o qual corresponde a orientação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Esta ação representa um deslize político e configura a existência de negligência por parte de Oslo, à medida que os noruegueses ressentem-se da tensa atividade na região Nórdico-Báltica e da decisão russa no referente a Guerra Civil ucraniana, o que tende a produzir incoerência.

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ImagemTanques Leopard do Exército norueguês” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/65/2_norwegian_Leopard_tanks_in_the_snow.jpg

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Fontes consultadas e adicionais, para maiores esclarecimentos:

[1]Governo norueguês propõe aumento histórico de gastos com defesa” (Acesso: 17.06.2016):

https://www.regjeringen.no/en/aktuelt/norwegian-government-proposes-historic-defence-spending-increase/id2504968/

[2] Plano do governo: como será a nova defesa” (Acesso: 17.06.2016):

http://www.vg.no/nyheter/innenriks/forsvaret/regjeringens-plan-slik-blir-det-nye-forsvaret/a/23712318/

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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