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O posicionamento do FMI e do Banco Mundial sobre a Nova Rota da Seda

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A Belt and Road Initiative (BRI), comumente designada pela mídia como a Nova Rota da Seda, consiste na principal iniciativa de política externa do mandatário chinês Xi Jinping, resultando em uma visão estratégica para a integração da Eurásia, da África, e, mais recentemente, podendo incluir a América Latina. Contando com mais de 65 países envolvidos e representando cerca de 30% do PIB global e 60% da população mundial, a BRI já apresenta resultados concretos no Paquistão, no Cazaquistão, na Tailândia, entre outros.

Notas da moeda chinesa, o Yuan (Renminbi)

A estimativa dos valores envolvidos nos projetos de construção de infraestrutura poderá chegar a US$ 4 trilhões, sendo que relatórios estratégicos elaborados pela academia chinesa estimam que a BRI deverá se estender por 30-40 anos. Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial proferiram declarações acerca da condução e dos desenvolvimentos ao longo dos seis eixos geoestratégicos que compõem a Iniciativa: 1) a Nova Ponte Terrestre Eurasiática (que chegará até o território europeu); 2) o eixo China-Mongólia- Rússia; 3) o eixo central China-Ásia Ocidental (perpassando o Oriente Médio); 4) o eixo da Península China-Indochina; 5) o eixo do Corredor Econômico China-Paquistão e, finalmente, 6) o Corredor Econômico Bangladesh-China- Índia-Myanmar.

O FMI apoia formalmente a BRI, porém, um recente comunicado emitido pela diretora-geral Christine Lagarde, expressa preocupação com a possibilidade de endividamento da China e dos países parceiros ao prosseguir com os projetos delineados. Foi estabelecido na quinta-feira, dia 12 de março (2018), o China-IMF Capacity Development Center, um órgão que representa a cooperação entre o Banco Popular da China e o Fundo Monetário Internacional, no sentido de fornecer suporte técnico para a Nova Rota da Seda. Por sua vez, o Banco Mundial já declarou seu apoio à BRI, salientando que a Organização já possui investimentos nos países que estão inclusos na Rota, totalizando o montante de US$ 80 bilhões.

Por fim, a BRI dependerá da aceitação e legitimidade construídas perante a comunidade internacional e, de forma mais significativa, perante os países membros. A cooperação com organismos internacionais já consolidados, tal como o FMI, é um importante desenvolvimento no sentido de construir uma imagem de estabilidade e previsibilidade no que diz respeito à Iniciativa.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa demonstrando os territórios compreendidos pela Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative)” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/One_Belt_One_Road.png

Imagem 2Notas da moeda chinesa, o Yuan (Renminbi)” (Fonte):

https://pixabay.com/pt/dinheiro-china-rmb-yuan-%C3%A1sia-938269/

Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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