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O potencial digital da China: tendências no mercado de tecnologia

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O Instituto McKinsey lançou em dezembro deste ano (2017) um relatório detalhado acerca do cenário da tecnologia na China. O documento reforça o potencial de destruição criativa da indústria digital, que está alterando rapidamente as cadeias de produção e consumo. Os setores mais afetados pelas mudanças tecnológicas são: automotivo e de mobilidade; cuidados com a saúde; varejo e logística.

A destruição criativa provocada pela tecnologia

As mudanças decorrentes da implementação de tecnologias como big data, inteligência artificial, soluções de consumo colaborativo e aplicação de internet aos objetos da vida cotidiana serão os principais agentes influenciando estas transformações nas próximas décadas. No ano de 2014, o Instituto constatou que até um quinto do crescimento econômico e de produtividade da China no período 2015-2025 seria advindo das atividades ligadas a tecnologias digitais. Adicionalmente, no ano de 2016 a economia digital do país representou cerca de 30% do seu PIB, e espera-se que este setor atinja o marco de 35% do PIB até o ano de 2020.

A China representa atualmente 42% do comércio eletrônico global e processa 11 vezes mais pagamentos através de celulares do que os Estados Unidos (EUA). O país é lar de um terço das empresas unicórnios existentes no mundo. Esta sigla, oriunda do meio das finanças, designa empresas do gênero startup que possuam um valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. O Governo Chinês permanece como um grande investidor e usuário do meio digital, com destaque para o plano de inovação “Made In China 2025”, que pretende internalizar os elos produtivos das cadeias de bens de alta tecnologia para o benefício de sua economia nacional.

Chinês usando instrumento de inteligência artificial

Atualmente, o Conselho do Estado para Inovação na China já produziu mais de 8.000 incubadoras e aceleradoras de negócios. Permanece a dificuldade de gerir os efeitos desta transição para a governança e para o mercado de trabalho, um desafio para o setor político do país. Os empreendedores chineses ganharam competitividade no mercado global e se encontram na fronteira da inovação, cujos exemplos emblemáticos são Alibaba, Baidu, Tencent e Huawei. A aliança estratégica entre o Estado e as empresas floresce na China, ao passo que o governo provê políticas públicas de apoio, subsídio e evita a regulação excessiva do mercado digital.

Por fim, o desenvolvimento e controle da Inteligência Artificial (A.I, na sigla em inglês) será uma das grandes disputas geopolíticas do século XXI, assim como fora a corrida espacial no século XX. Os líderes globais no desenvolvimento de A.I são os EUA e a China, embora países como Canadá e Inglaterra estejam igualmente investindo no setor.

Qualquer tecnologia pode apresentar um potencial positivo ou negativo, dependendo da forma como é desenvolvida e integrada à coletividade. Neste sentido, é essencial que seja promovido um sério e contínuo debate entre as empresas, a sociedade civil e os governos, que, por sua vez, elaboram as políticas públicas para realizar a mediação entre as inovações e o seu emprego para a promoção do bem comum e da prosperidade.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 A tecnologia está mudando os negócios” (Fonte):

http://i.vimeocdn.com/video/498469360_1280x720.jpg

Imagem 2 A destruição criativa provocada pela tecnologia” (Fonte):

https://c2.staticflickr.com/4/3812/13906005753_fe35ba8bc6_b.jpg

Imagem 3 Chinês usando instrumento de inteligência artificial” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/1/454/18908950782_1f0c67c281_b.jpg

Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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