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Apesar de o Futebol ser uma expressão popular que consegue reunir milhões de apaixonados, independente de raça, religião e ideologia política, a Eurocopa trouxe de volta a discussão de um dos principais problemas que maculam um dos maiores esportes do mundo: o racismo.

No Brasil, a idéia de que somos uma democracia racial, isentos de racismo, faz com que, muitas vezes, episódios desse tipo sejam ignorados, passando a idéia de que o racismo nos campos de futebol seja exclusivo dos campos europeus. Mas a história do futebol brasileiro é marcada por casos similares, bem como pela busca de igualdade entre jogadores brancos e negros.

 

Pelos registros disponíveis, o primeiro “Clube de Futebol” a ter um jogador negro foi a “Associação Atlética Ponte Preta” (http://www.pontepretaesportes.com.br/v2/capa.php), em 1900, numa época em que o esporte era praticado por brancos e pessoas de posse. Miguel do Carmo não apenas jogou pela Ponte, como foi um dos responsáveis pela fundação do time. Apesar disso, quem leva a fama de ser primeiro clube a lutar contra a injustiça social da época é o “Club de Regatas Vasco da Gama” (http://www.vasco.com.br/site/), que foi “Campeão Carioca” de 1923 com uma equipe montada por trabalhadores, mulatos e negros sem dinheiro e sem posição social de destaque, como era comum nos demais clubes que representavam a aristocracia carioca (do estado do “Rio de Janeiro”). Um dos casos de racismo mais comentados em campos de futebol brasileiros foi a agressão do jogador argentino Leandro Desábato (Quilmes Atlético Club http://www.quilmesaclub.org.ar/), contra o jogador Grafite, na época no “São Paulo Futebol Clube” (http://saopaulofc.net/), em partida disputada na “Copa Libertadores da America”, em 2005. Fora este, outros diversos casos aconteceram nos campos espalhados pelo Brasil, mas, a grande diferença é que muitas vezes os jogadores que sofrem as ofensas preferem não levar o caso adiante.  

Os casos de racismo em campos de futebol europeus se tornaram bastante frequentes no início dos anos 2000, tendo como vítimas jogadores que estavam entre os melhores do mundo na época, como o camaronês Eto’o e o brasileiro “Roberto Carlos”, que jogavam respectivamente pelos “FC Barcelona” (http://www.fcbarcelona.com/) e “Real Madrid C. F.” (http://www.realmadrid.com/cs/Satellite/es/Prehome_ES2.htm) na época dos acontecimentos. Outro caso que teve grande repercussão aconteceu às vésperas da “Copa do Mundo de Futebol” de 2006, realizada na Alemanha, quando o ganês naturalizado alemão Gerald Asamoah tornou-se o  primeiro negro a ser convocado para a seleção alemã e por isso teve que conviver com manifestações de ódio por parte da sociedade. Membros da “Schutz-bund Deustchland” (“Aliança para a Proteção da Alemanha”) espalharam inúmeros cartazes pelas ruas do país com os dizeres “Não Chita. Você não é Alemanha, você é um macaco”.

Seis anos mais tarde, durante a fase de grupos da segunda maior competição do futebol, o racismo voltou a ser notícia nos campos europeus de Futebol. Dessa vez o ataque foi direcionado ao atacante italiano Balotelli, nas partidas da Itália contra Espanha e Croácia pelas primeira e segunda rodadas do “Grupo C” da Eurocopa deste ano (2012). De acordo com a imprensa que estava no local, em ambas as partidas era possível ouvir sons imitando macacos e ofensas racistas das torcidas quando o atacante tocava na bola.

A UEFA, maior instituição do futebol europeu, prometeu investigar e monitorar a situação; a FIFA, por outro lado, há anos instituiu um projeto que visa erradicar o racismo no Futebol, usando os próprios jogadores como garotos propaganda do projeto, mas infelizmente o problema ainda persiste.

A história ensina que “épocas de crise econômica”, como a vivida pela Europa atualmente tende a “criar espaços para manifestações de grupos extremistas”, tanto de direita como de esquerda. O problema dos grupos extremistas é que sempre buscam alguém para culpar e o atual “aumento da intolerância racial” pode ser um dos problemas gerados pela deterioração da economia européia.

Entretanto, a questão principal é que seja, pelo aumento do número de jogadores estrangeiros que chegaram às Ligas européias, seja pelo aumento do preconceito da sociedade em função do crescimento da imigração para o continente, muito se viu de manifestações racistas e pouco de efetivo foi feito para encerrar a idéia de que a cor da pele define o caráter, a capacidade ou o que um ser humano é e para impedi-la de se disseminar.

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Fontes:

Ver:

http://www.dad.puc-rio.br/dad07/arquivos_downloads/49.pdf

Ver:

http://agencia.fapesp.br/13740

Ver:

http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/eurocopa/ultimas-noticias/2012/06/20/vexame-holandes-racismo-e-favoritismo-alemao-marcam-1-fase-da-euro.htm

Ver:

http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/eurocopa/ultimas-noticias/2012/06/15/torcedores-croatas-lancam-bananas-para-balotelli-durante-jogo-contra-a-italia.htm

Ver:

http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/eurocopa/ultimas-noticias/2012/06/14/eurocopa-ve-novos-gritos-racistas-contra-balotelli-e-surgimento-de-candidata-a-musa.htm

Ver:

http://pt.fifa.com/worldfootball/news/newsid=1428293.html

Ver:

http://www.lancenet.com.br/ponte-preta/Racismo-negro-Miguel_do_Carmo-Ponte_Preta_0_455354619.html

Ver:

http://www.netvasco.com.br/mauroprais/vasco/racismo.html

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