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Israel configura-se, atualmente, como um país desenvolvido e empreendedor. O incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento, quer a nível do Estado, quer no âmbito da iniciativa privada, o coloca na vanguarda das Novas Tecnologias e da Inovação. Os profissionais altamente qualificados assumem a liderança da pesquisa científica em Universidades que se situam entre as melhores nos rankings mundiais[1], fazendo de Israel uma potência científica e tecnológica a nível global.

Desde seus primeiros tempos, Israel primou pela organização e pela qualidade de um projeto coletivo bem sucedido. Em 1912, ainda na fase das primeiras emigrações judaicas para a Palestina, foi criado o Instituto de Tecnologia de Israel (Technion)[2], concentrado na área das Ciências Exatas. Ao longo de sua história, o Instituto formou profissionais de excelência nos campos da Engenharia, Química e Planejamento Urbanístico, se destacando, hoje em dia, entre as melhores Universidades do mundo[3]. A conjunção de investimentos, aperfeiçoamento científico, qualidade de seus docentes, assim como o desempenho acadêmico por parte dos alunos permitem resultados excepcionais nas pesquisas aplicadas à indústria[4].

Israel é um país territorialmente pequeno, com aproximadamente 20.770 Km², sendo que a maioria de suas terras é desértica. Porém, ele é um gigante em termos científicos e tecnológicos. Com vários Prêmios Nobel[5], hoje, o país é um dos líderes mundiais no apoio à Ciência, investindo cerca de USD $ 10 bilhões anuais em pesquisa científica[6]. Refletindo a opção acabada de referir, o Governo israelense propôs, para 2015, como orçamento do Estado para a Educação, 45,5 bilhões de Shekels (USD $118.62 bilhões)[7].

A aplicação de recursos e a valorização de talentos têm sido fundamentais para o crescimento e desenvolvimento econômico do país. A Universidade Hebraica de Jerusalém, por exemplo, concentra 30% das pesquisas com retorno econômico e tecnológico garantidos, na medida em que produz “quase 9 mil patentes com uma média de 170 inovações de interesse mundial a cada ano[8]. Neste contexto, Israel é considerado um dos países mais inovadores do mundo, ocupando a 14.ª posição nesta categoria, conforme dados do Índice Global de Inovação, o Global Innovation Index[9].

Para atingir este patamar de destaque, na pesquisa e na inovação, Israel investe 4,4% do PIB, sendo que o setor privado investe 3,5% do PIB, correspondendo investimentos de risco a 0,4% do PIB[10]. Segundo Dan Senor e Saul Singer, “em 2008, os investimentos per capita em Israel foram 2,5 vezes maiores do que nos Estados Unidos, 30 vezes maiores do que na Europa, 80 vezes maiores do que na China e 350 vezes maiores do que na Índia. Em termos de números absolutos, Israel – um país de apenas 7,1 (agora 8,5) milhões de pessoas – atraiu cerca de USD $ 2 bilhões em capital de risco, tanto quanto fluiu para 61 milhões de cidadãos do Reino Unido ou para os 145 milhões de pessoas que vivem na Alemanha e em França[11]. A excelência de seus profissionais assegura a Israel a capacidade de competição, a nível mundial, em termos científicos e tecnológicos, ao mesmo tempo que permite superar as adversidades naturais da região e fazer com que as terras desérticas garantam, praticamente, a subsistência alimentar do país. Líder mundial na pesquisa agrícola, Israel exporta produtos hortofrutículas, proporcionando mais de 90% de seu abastecimento interno.

O desenvolvimento de novas ideias e de projetos com interesse universal é a marca identitária dos cientistas, intelectuais e empreendedores israelenses. Eles concebem o conhecimento em seus diferentes graus de problematicidade, que constituem a dimensão fundamental para o avanço das Ciências e, também, das tecnologias. É esta a característica que possibilita novas descobertas científicas e avaliza o incentivo na formação e na renovação de novos cérebros, sendo as Universidades as principais instituições dinamizadoras do crescimento econômico[12], as maiores parceiras da indústria e a ponte que conduz o país ao estatuto de global player.

Para Wendy Singer, Diretora Executiva da startup Nation Central, o sucesso de Israel deve-se a três fatores, que são os seguintes: “Política deliberada do Governo para o sucesso, a imigração e a cultura judaica[13]. Por outro lado, Israel desenvolveu, culturalmente, a capacidade de superar aquilo que se considerava ser insuperável e aprendeu a encarar, nas adversidades, oportunidades que outros povos não conseguem, sequer, vislumbrar. 

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Imagem Faculdade de Ciências Computacionais Technion Instituto de Tecnologia de Israel, Haifa” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/be/Technion_Computer_Science_Faculty.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] As Universidades israelenses estão entre as 100 melhores instituições mundiais no âmbito da Matemática (Universidade de Tel Aviv, UniversidadeHebraica de Jerusalém e Technion); Física (Universidade de Tel Aviv, Universidade Hebraica de Jerusalém e Instituto Weizmann de Ciência); Química(Universidade de Tel Aviv, Universidade Hebraica de Jerusalém e Technion); Ciências da Computação (Universidade de Tel Aviv, Universidade Hebraica de Jerusalém, Instituto Weizmann de Ciência, Universidade BarIlan e Technion); Engenharia (Technion) e as Ciências da Vida(Universidade Hebraica de Jerusalém). Nas Ciências Sociais, a Universidade de Tel Aviv e a Universidade Hebraica de Jerusalém se encontram entre as 100 melhores Universidades mundiais, o que também acontece, para estas instituições, no âmbito das Ciências Econômicas. Ver:

https://ideas.repec.org/top/top.country.all.html

Ver Também:

http://www.haaretz.com/print-edition/news/hebrew-university-climbs-to-57th-place-on-global-ranking-list-1.379203

Ver Também:

https://www.timeshighereducation.com/

[2] Ver:

http://www.technion.ac.il/en/about/history-of-the-technion/

[3] Ver:

http://www.morasha.com.br/israel-hoje/technion-ha-85-anos-na-vanguarda-da-inovacao.html

[4] Ver:

http://www.morasha.com.br/israel-hoje/technion-ha-85-anos-na-vanguarda-da-inovacao.html

[5] Os cidadãos com nacionalidade israelense até hoje galardoados com o Prêmio Nobel são: Avram Hershko (Prêmio Nobel da Química, 2004); Aaron Ciechanover (Prêmio Nobel da Química, 2004); Ada E. Yonath (Prêmio Nobel da Química, 2009); Dan Shechtman (Prêmio Nobel da Química, 2011);Arieh Warshel (Prêmio Nobel da Química, 2013); Michael Levitt (Prêmio Nobel da Química, 2013); Shmuel Yosef Agnon (Prêmio Nobel da Literatura, 1966); Menachem Begin (Prêmio Nobel da Paz, 1978); Yithzchak Rabin (Prêmio Nobel da Paz, 1994); Shimon Peres (Prêmio Nobel da Paz, 1994); Daniel Kahneman (Prêmio Nobel em Ciências Econômicas, 2002); Robert John Aumann (Prêmio Nobel em Ciências Econômicas, 2005). Ver:

http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/lists/countries.html

[6] Ver:

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/09/universidade-em-israel-cria-centenas-de-invencoes-e-tem-8-premios-nobel.html

[7] Ver:

http://www.haaretz.com/israel-news/business/.premium-1.619851?date=1445349553542

[8] Ver:

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/09/universidade-em-israel-cria-centenas-de-invencoes-e-tem-8-premios-nobel.html

[9] Ver:

http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Carlos-Arruda/noticia/2014/03/israel-o-lugar-das-inovacoes-e-das-startups.html

 [10] Ver:

http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Carlos-Arruda/noticia/2014/03/israel-o-lugar-das-inovacoes-e-das-startups.html

[11] Ver:

http://www.nation.co.ke/oped/blogs/dot9/ndemo/-/2274486/2752008/-/sccpkz/-/index.html

[12] Ver:

http://www.nation.co.ke/oped/blogs/dot9/ndemo/-/2274486/2752008/-/sccpkz/-/index.html

[13] Ver:

http://www.nation.co.ke/oped/blogs/dot9/ndemo/-/2274486/2752008/-/sccpkz/-/index.html

Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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