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O Sistema das Nações Unidas no Chifre da África: atores estratégicos e recursos financeiros

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O Secretário Geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon, anunciou uma iniciativa de US$ 8 bilhões para reduzir a pobreza e impulsionar o crescimento econômico e os negócios no Chifre da África. O anúncio foi realizado durante uma viagem estratégica pela região e também conta com o apoio do Banco Mundial, da União Europeia, do Banco de Desenvolvimento Islâmico e do Banco Africano de Desenvolvimento. Os países beneficiados pela iniciativa são: Djibouti, Eritréia, Etiópia, Quênia, Somália, Sudão, Sudão do Sul e Uganda[1][2].

Para Ban Ki-moon, os países do Chifre da África estão realizando progressos do ponto de vista econômico e político, apesar dos constantes problemas derivados da pirataria, corrupção, tráfico de drogas e ondas de violência com grupos terroristas e milícias. Por essa razão, o momento clama por esforços para amenizar os ciclos de conflito e pobreza na região, além de sair das tradicionais situações de fragilidade institucional para sustentabilidade política e econômica.

Sobre as contribuições, o Banco Mundial participará com um montante de US$ 1,8 bilhão. A União Europeia fornecerá US$ 3,7 bilhões até 2020 e o Banco Africano de Desenvolvimento contribuirá com US$ 1,8 bilhão nos próximos três anosO Banco de Desenvolvimento Islâmico apoia com US$ 1 bilhão para quatro países específicos: Djibouti, Somália, Sudão e Uganda. Esta é a terceira viagem realizada pelo Secretário Geral da ONU e pelo Presidente do Banco Mundial no continente africano nos últimos 18 meses[1].

Em visita ao Quênia, Ban Ki-moon incentivou a juventude a continuar a desenvolver soluções baseadas na tecnologia, como mecanismo para impulsionar o crescimento econômico do país. Como um dos exemplos da capacidade das novas tecnologias em facilitar a vida dos cidadãos, Ban Ki-moon chamou a atenção para o serviço de transferência de dinheiro, M-Pesa, como um produto nacional que tem sido exportado para outros países.

Além disso, o Secretário Geral sinalizou que o escritório da ONU apoiará o iHub e outras soluções inovadoras pelos próximos anos, com o objetivo de realizar intercâmbios entre inovadores sociais, stakeholders e tomadores de decisão. O iHub se iniciou em 2010, como um centro de inovação para analistas de tecnologia. Atualmente, possui cerca de 10 mil jovens, muitos dos quais tem levado adiante os próprios negócios através da internet e, mesmo assim, continuam atuando como mentores para os novos adeptos[3].

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Imagem (Fonte):

http://www.seychellesnewsagency.com/media/images/2014-10/photo_verybig_1636.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] VerNações Unidas”:

http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=49169&Cr=horn+of+africa&Cr1=#.VFPNgjTF-up

[2] VerONU Brasil”:

http://www.onu.org.br/onu-anuncia-nova-iniciativa-de-8-bilhoes-de-dolares-para-os-paises-do-chifre-da-africa/

[3] VerDaily Nation”:

http://www.nation.co.ke/business/Tech/Ban-Ki-moon-visits-iHub-Kenya/-/1017288/2506698/-/oitasaz/-/index.html

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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