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O Governo russo tem dado declarações de que teme a situação que vem ocorrendo no extremo oriente do país. De acordo com declarações do atual primeiro-ministro Dmitri Medvedev, é necessário defender a região, graças a “expansão excessiva dos Estados fronteiriços”*, sendo “importante não permitir manifestações negativas… incluindo a formação de enclaves produzidos por cidadãos estrangeiros”*.

A referência indireta é ao avanço da China nesta região, onde ela está paulatinamente aumentando sua influência, presença  e participação direta, ao ponto de haver placas com escrita russa e chinesa em ruas de cidades localizadas nesta área, segundo informações divulgadas na imprensa.

 

Os russos detém um território geográfico gigantesco com fontes de matéria-prima diversificada, mas sofre de grande vazio de ecúmeno em seu território, necessitando preenchê-lo para que a vastidão territorial deixe de ser uma fraqueza estratégica do país.

A diversidade e rigor do clima, a falta de infraestrutura adequada nestas regiões extrmeas e a ausência de atrativos econômicos para o cidadão comum são questões importantes que dificultam a resolução do problema de carência populacional russa na região.

No entanto, de acordo com analistas, elas precisam de solução urgente por parte do Governo, para não fragilizarem ainda mais o país e virem a tornar um importante parceiro político e comercial como a China num adversário geopolítico e geoestratégico, já que o avanço chinês vem gerando tensões para o Estado russo.  

Medvedev usou de elegância diplomática em sua declaração para evitar constrangimentos entre os dois parceiros atuais, mas, incialmente, está se vendo obrigado a investir em armamentos como forma dissuasória, tanto que o ministro da Defesa adjunto da Rússia declarou que dois submarinos nucleares serão deslocados à “Frota do Pacífico”, pois as autoridades têm consciência de que o país ainda tem de garantir o crescimento econômico, a modernização da sociedade, a  reforma política e potencialização da economia, para poderem ser capazes de produzir planejamentos que resolvam de forma adequada esta questão da escassez populacional na região.

Conforme afirmou Medvedev: “Ali não vivem muitas pessoas, infelizmente, e a tarefa de proteger nossos territórios do Extremo Oriente da expansão excessiva dos Estados fronteiriços permanece”*.

Analistas apontam que não há cenário de geração de tensões graves entre os dois Estados, mas os russos necessitarão realizar muitos investimentos para não perderem a sua influência em seu próprio território e se verem obrigados a adotar medidas rigorosas. Apontam ainda que não há tendência expansionista pensada estrategicamente pelo governo chinês, mesmo porque não está no perfil histórico da China ser um país com tendências conquistadores, mas sim defensiva.

No entanto, a tendência natural  é de que a economia chinesa em constante expansão se projete pelas áreas vizinha, como consequência de seu desenvolvimento, por isso, afirmam estes observadores que uma política adequada por parte dos russos poderia ser a de intensificar as negociações entre os dois países para gerar espaço econômicos expressivos naquelas regiões, os quais seriam atrativos aos deslocamentos populacionais de russos com estímulo do Moscou.

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Fontes:

* Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6065740-EI8142,00-Premie+russo+alerta+sobre+influencia+chinesa+no+leste+da+Russia.html

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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