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O Terrorismo em debate na América Latina

Monah Marins Pereira Carneiro 24 de novembro de 2014
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Cuba e Argentina posicionaram-se acerca da Resolução 2178 (2014), adotada a dois meses sobre Ameaças a Paz e a Segurança Internacional Causada por Atos Terroristas[1], no painel de alto nível sobre Terrorismo no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Resolução, que atenta para a necessidade de os Estados dedicarem maior preocupação com o terrorismo e suas fontes de financiamento, aponta também para a necessidade de se aprofundar a cooperação internacional e o combate ao extremismo violento como meios para se prevenir o terrorismo, além da cooperação com as Nações Unidas na luta contra a ameaça que os combatentes terroristas estrangeiros produzem.

Apesar de mencionar grupos terroristas como EIIL, a Frente Al-Nusra e a Al-Qaeda, o documento menciona que todos os grupos, empresas e entidades associadas ou que financiam grupos terroristas serão incluídos nas sanções do Comitê Contra o Terrorismo da ONU.

A presidente argentina Cristina Fernandez Kirchner, quando da implementação desta Resolução, listou “casos em que o combate ao terrorismo leva a perguntas interessantes[1]. Referiu-se a situações em que grupos como os Lutadores da Liberdade na Primavera Árabe, que hoje fazem parte do grupo Estado Islâmico (EI), eram amigos e, em dado momento, converteram-se em extremistas. Outro caso é o Governo da Síria que antes era inimigo e, agora, é reequipado para combater o EI.

Para Kirchner: “Es como que el mundo se va complicando cada vez más y que el escenario que teníamos el año pasado, donde parece ser que lo más importante era Irán y su amenaza nuclear, ahora ya ha dejado de ser esto y ha pasado a ser el ISIS, unos nuevos terroristas que no sabemos quién les compra el petróleo, no sabemos quién les vende las armas, no sabemos quién los ha entrenado porque obviamente manejan recursos económicos, armamentísticos y de difusión francamente cinematográficos[2].

Ainda assim, tanto Argentina quanto Cuba atentaram que o combate ao terrorismo não se trata de uma questão estritamente militar. Para o representante cubano na ONU, Rodolfo Reyes, a inclusão de Cuba como um Estado que financia o terrorismo é um pretexto para justificar o bloqueio econômico à Ilha, apesar do seu compromisso em elaborar e ampliar juridicamente o combate ao terrorismo por meio da cooperação[3].

Para o Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, o combate deve se desenvolver por meio de um enfoque amplo, pelos respeito aos instrumentos jurídicos adotados no âmbito da ONU e pela necessidade dos Estados deixarem de enviar armas a grupos que operam em áreas de conflito[4].

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Imagem (Fonte):

https://www.washingtoncandido.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/1.png

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.un.org/es/comun/docs/?symbol=S/RES/2178(2014)

[2] Ver:

http://www.un.org/spanish/News/story.asp?NewsID=30559#.VHIPZTTF88I

[3] Ver:

http://www.un.org/spanish/News/story.asp?NewsID=31033#.VHIPHjTF88I

[4] Ver:

http://www.un.org/spanish/News/story.asp?NewsID=31022#.VHIS6DTF88I

Monah Marins Pereira Carneiro

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos (PPGEM) da Escola de Guerra Naval (EGN-CEPE*).É pesquisadora do Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da mesma Instituição onde desenvolve pesquisa em Cenários para a Defesa, na área de Biossegurança. Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ-UCAM), onde atua como membro executivo do Grupo de Análise de Prevenção de Conflitos Internacionais (GAPCon), desde 2010. É bolsista pela Fundação EZUTE.

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